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Remédios para emagrecer: quais são aprovados, como agem, riscos e quando usar, com acompanhamento em São Paulo
Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Neste artigo
- Remédio para emagrecer funciona?
- Remédios para emagrecer aprovados no Brasil
- Quanto cada remédio ajuda a emagrecer
- Inibidor de apetite: o que existe hoje e o que foi proibido
- Existe remédio para acelerar o metabolismo?
- Fórmulas manipuladas, chás e remédios sem receita: os riscos
- Novos medicamentos para emagrecer
- Como o médico escolhe o remédio para emagrecer
- Remédios para emagrecer com acompanhamento médico em São Paulo
- Perguntas frequentes
- Remédios para emagrecer: o essencial
- Referências
Os remédios para emagrecer aprovados no Brasil se dividem em dois grupos: comprimidos, como orlistate, sibutramina e a associação de naltrexona com bupropiona, e injetáveis, as chamadas canetas emagrecedoras, como liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Todos exigem prescrição médica e funcionam melhor junto com mudanças de alimentação e atividade física. A escolha depende de avaliação individual.
Neste guia, você vai ver como cada medicamento age, quanto ajuda a emagrecer, os riscos, quais inibidores de apetite foram proibidos, por que não existe remédio seguro para "acelerar o metabolismo" e como é o acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo.
Remédio para emagrecer funciona?
Funciona, quando bem indicado. A obesidade é uma doença crônica, com componentes genéticos, hormonais e comportamentais, e o corpo reage à perda de peso aumentando a fome e reduzindo o gasto de energia. Os medicamentos ajudam a contrabalançar essa reação, principalmente reduzindo a fome e aumentando a saciedade.
Os estudos que aprovaram esses remédios foram feitos sempre junto com orientação de alimentação e atividade física. Por isso, o remédio não substitui o restante do tratamento: ele torna o tratamento possível para quem não conseguiu emagrecer ou manter o peso só com mudanças de estilo de vida.
Em geral, a indicação vale para adultos com IMC a partir de 30, ou a partir de 27 quando há doenças associadas ao peso, como pré-diabetes, pressão alta, apneia do sono ou gordura no fígado. Não é indicado para perder poucos quilos por estética.
Remédios para emagrecer aprovados no Brasil
Estes são os medicamentos com indicação para obesidade, com o princípio ativo e um exemplo de nome comercial entre parênteses:
| Medicamento | Como age | Pontos de atenção |
|---|---|---|
| Orlistate (Xenical), comprimido | Reduz a absorção de parte da gordura dos alimentos no intestino | Fezes oleosas e urgência para evacuar; pode reduzir a absorção de vitaminas |
| Sibutramina, comprimido | Age no cérebro, aumentando a saciedade | Receita controlada e termo de responsabilidade; não indicada para quem tem doença cardiovascular |
| Naltrexona + bupropiona (Contrave), comprimido | Age nos centros de fome e de recompensa do cérebro | Não indicada para quem tem convulsões, pressão alta não controlada ou usa opioides; pede reavaliação periódica |
| Liraglutida (Saxenda), injetável diário | Imita o hormônio GLP-1: reduz a fome e aumenta a saciedade | Náusea e outros efeitos digestivos; receita retida |
| Semaglutida (Wegovy), injetável semanal | Imita o GLP-1, com ação prolongada | Efeitos digestivos; receita retida; contraindicações específicas |
| Tirzepatida (Mounjaro), injetável semanal | Imita os hormônios GLP-1 e GIP | Efeitos digestivos; receita retida; interação com anticoncepcional oral |
Os comprimidos
Orlistate é o único que não age no cérebro: ele bloqueia parte da digestão da gordura. O efeito no peso é modesto, e os efeitos colaterais aparecem principalmente quando a refeição é muito gordurosa.
Sibutramina continua permitida no Brasil, mas com regras rígidas: receita controlada, termo de responsabilidade do médico e termo de ciência do paciente, além de limites de dose e de tempo de uso. Um grande estudo, o SCOUT, mostrou aumento de infarto e AVC não fatais em pessoas com doença cardiovascular, que por isso não devem usar o medicamento.
Naltrexona com bupropiona combina dois remédios que agem nos circuitos de fome e de recompensa, o que pode ajudar quem tem muita vontade de comer e "fome emocional". Em 2026, a Anvisa publicou uma carta aos profissionais de saúde com novas recomendações de avaliação anual de quem usa o medicamento por longo prazo.
Os injetáveis
Liraglutida, semaglutida e tirzepatida são as canetas emagrecedoras. Elas imitam hormônios produzidos pelo intestino, reduzem a fome e o "barulho" da comida na cabeça. Veja quais estão aprovadas, para quem são indicadas e quem não deve usar no guia sobre canetas emagrecedoras, e as diferenças entre as duas mais usadas em tirzepatida ou semaglutida.
Quanto cada remédio ajuda a emagrecer
Os números abaixo são médias de estudos clínicos, sempre junto com mudanças de estilo de vida:
- Orlistate: no estudo XENDOS, de quatro anos, quem usou o remédio perdeu em média 5,8 kg, contra 3,0 kg com placebo.
- Naltrexona + bupropiona: no estudo COR-I, a perda média foi de cerca de 6% do peso em 56 semanas, contra 1,3% com placebo.
- Canetas: cerca de 8% com liraglutida, 15% com semaglutida 2,4 mg e 21% com a dose mais alta de tirzepatida, em pouco mais de um ano.
A resposta varia muito de pessoa para pessoa. Uma parte responde pouco a determinado remédio e melhor a outro. Por isso, a evolução é avaliada nos retornos e o tratamento é ajustado.
Inibidor de apetite: o que existe hoje e o que foi proibido
"Inibidor de apetite" é o nome popular dos remédios que reduzem a fome. Hoje, no Brasil, os que têm indicação para obesidade são a sibutramina, a naltrexona com bupropiona e as canetas de GLP-1, que reduzem o apetite por outro mecanismo.
Os antigos inibidores de apetite derivados da anfetamina, a anfepramona, o femproporex e o mazindol, foram proibidos pela Anvisa em 2011. Uma lei de 2017 tentou liberá-los, mas o Supremo Tribunal Federal a declarou inconstitucional em 2021, e a Anvisa reafirmou que os riscos desses remédios superam os benefícios, como dependência, pressão alta e problemas psiquiátricos e cardiovasculares.
Existe remédio para acelerar o metabolismo?
Não existe remédio seguro e aprovado para "acelerar o metabolismo" e emagrecer. Substâncias vendidas com essa promessa, como termogênicos, costumam ter efeito pequeno no gasto de energia e podem causar taquicardia, ansiedade e insônia.
O hormônio da tireoide, às vezes usado de forma indevida para emagrecer, é especialmente perigoso fora da indicação médica: pode causar arritmias, perda de massa muscular e osteoporose. O que de fato ajuda o metabolismo é preservar e ganhar músculo, com proteína adequada e treino de força. Entenda no post sobre bioimpedância como acompanhar a massa muscular.
Fórmulas manipuladas, chás e remédios sem receita: os riscos
Fórmulas "para emagrecer" que misturam diuréticos, laxantes, hormônio de tireoide e calmantes ainda circulam e são perigosas. O peso que cai é, em boa parte, água e músculo, e os riscos incluem desidratação, alterações do potássio, arritmias e dependência.
Também é preciso cuidado com:
- Canetas vendidas sem receita, pela internet ou por redes sociais, sem garantia de conteúdo e conservação. Desde 2025, a Anvisa exige a retenção da receita das canetas de GLP-1. Veja também o que muda com a semaglutida genérica.
- Chás, cápsulas e suplementos "naturais" com promessa de emagrecimento, sem estudos que comprovem eficácia e, às vezes, com substâncias não declaradas.
- Remédios usados por indicação de amigos, sem avaliação de contraindicações e interações.
Novos medicamentos para emagrecer
O tratamento da obesidade é uma das áreas que mais avançam na medicina. Em 2026, a Anvisa aprovou uma dose mais alta de manutenção da semaglutida (Wegovy) para casos específicos. A semaglutida em comprimido para obesidade teve o pedido de registro enviado à Anvisa no início de 2026. Outras moléculas, como novos comprimidos de GLP-1 e combinações de hormônios, estão em estudo e ainda não têm registro no Brasil.
Novidade não significa que o remédio seja indicado para você. Cada nova opção precisa ser avaliada com os mesmos critérios: indicação, segurança, contraindicações e acompanhamento.
Como o médico escolhe o remédio para emagrecer
Não existe um remédio melhor para todos. No acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, a escolha considera:
- O IMC e as doenças associadas, como diabetes, pressão alta e gordura no fígado.
- O padrão de fome: fome nas refeições, beliscos, vontade de doce à noite ou comer por emoção. Veja por que dá vontade de comer doce à noite.
- As contraindicações e os outros remédios em uso.
- A composição corporal, medida com bioimpedância InBody 380.
- A tolerância a efeitos colaterais e a preferência entre comprimido e injeção. Veja os efeitos colaterais do Mounjaro.
- O plano de longo prazo, incluindo manutenção e, quando for o caso, o protocolo de desmame para reduzir o risco de reganho. Veja o que acontece ao parar o Mounjaro.
Remédios para emagrecer com acompanhamento médico em São Paulo
A Dra. Isabela Bertoglio atende emagrecimento com acompanhamento médico e nutrologia na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, na Bela Vista, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.
O acompanhamento inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380, escolha do tratamento quando há indicação de medicamento, retornos para ajuste e plano de manutenção. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. O caminho completo está no guia de emagrecimento com acompanhamento médico.
Perguntas frequentes
Qual o melhor remédio para emagrecer?
Não existe um remédio melhor para todos. Nos estudos, as canetas, principalmente a tirzepatida e a semaglutida, levaram às maiores perdas médias de peso, mas a escolha depende das doenças associadas, das contraindicações, do padrão de fome, da tolerância e da preferência de cada pessoa. A indicação é feita pelo médico, depois de uma avaliação completa.
Existe remédio que tira a fome?
Existem remédios que reduzem a fome e aumentam a saciedade, como as canetas de GLP-1, a sibutramina e a associação de naltrexona com bupropiona. Eles não "tiram" a fome por completo e precisam de indicação médica. Os antigos inibidores de apetite derivados da anfetamina, como anfepramona, femproporex e mazindol, não são permitidos pela Anvisa.
Remédio para emagrecer precisa de receita?
Sim. Todos os remédios com indicação para obesidade exigem prescrição médica. A sibutramina exige receita controlada e termo de responsabilidade, e as canetas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, têm a receita retida na farmácia desde 2025. Remédios vendidos sem receita ou fora de farmácias não têm garantia de procedência.
A sibutramina ainda é vendida no Brasil?
Sim. A sibutramina continua permitida, mas com regras rígidas desde 2011: receita controlada, termo de responsabilidade do médico, termo de ciência do paciente e limites de dose e de tempo de uso. Ela não é indicada para quem tem doença cardiovascular, como infarto, AVC ou arritmias, nem pressão alta não controlada.
Remédio para emagrecer faz mal?
Todo remédio tem efeitos colaterais e contraindicações, e os de emagrecimento não são exceção. Quando bem indicados e acompanhados, os medicamentos aprovados têm benefícios que superam os riscos para quem tem obesidade. Os maiores riscos estão no uso sem prescrição, em fórmulas manipuladas com várias substâncias e em produtos sem procedência.
Onde fazer acompanhamento para usar remédio para emagrecer em São Paulo?
A Dra. Isabela Bertoglio, médica com atendimento em nutrologia, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, na Bela Vista, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. O acompanhamento inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano de manutenção. O agendamento é feito pelo WhatsApp.
Remédios para emagrecer: o essencial
Os remédios para emagrecer aprovados no Brasil incluem comprimidos (orlistate, sibutramina e naltrexona com bupropiona) e injetáveis (liraglutida, semaglutida e tirzepatida). Eles ajudam no tratamento da obesidade quando bem indicados e combinados com mudanças de estilo de vida. Inibidores derivados da anfetamina são proibidos, e fórmulas sem procedência são perigosas. A escolha é sempre médica e individual.
Referências
- Torgerson JS et al. XENical in the prevention of diabetes in obese subjects (XENDOS) study. Diabetes Care. 2004;27(1):155-161.
- Greenway FL et al. Effect of naltrexone plus bupropion on weight loss in overweight and obese adults (COR-I). Lancet. 2010;376:595-605.
- James WPT et al. Effect of sibutramine on cardiovascular outcomes in overweight and obese subjects (SCOUT). N Engl J Med. 2010;363:905-917.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Anvisa aprova atualização da posologia do medicamento Wegovy. maio 2026.
- Poder360. Anvisa reafirma risco de emagrecedores vetados pelo STF. out. 2021.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica e não é recomendação de uso de qualquer medicamento. Não inicie, suspenda nem altere tratamentos sem orientação médica.


