· 10 min de leitura

Remédios para emagrecer: quais são aprovados, como agem, riscos e quando usar, com acompanhamento em São Paulo

Por Dra. Isabela Bertoglio

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Comprimidos e caneta injetável sem marca ao lado de um quadro com os remédios para obesidade aprovados no Brasil, em comprimido e em injeção
Imagem ilustrativa
Neste artigo

Os remédios para emagrecer aprovados no Brasil se dividem em dois grupos: comprimidos, como orlistate, sibutramina e a associação de naltrexona com bupropiona, e injetáveis, as chamadas canetas emagrecedoras, como liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Todos exigem prescrição médica e funcionam melhor junto com mudanças de alimentação e atividade física. A escolha depende de avaliação individual.

Neste guia, você vai ver como cada medicamento age, quanto ajuda a emagrecer, os riscos, quais inibidores de apetite foram proibidos, por que não existe remédio seguro para "acelerar o metabolismo" e como é o acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo.

Remédio para emagrecer funciona?

Funciona, quando bem indicado. A obesidade é uma doença crônica, com componentes genéticos, hormonais e comportamentais, e o corpo reage à perda de peso aumentando a fome e reduzindo o gasto de energia. Os medicamentos ajudam a contrabalançar essa reação, principalmente reduzindo a fome e aumentando a saciedade.

Os estudos que aprovaram esses remédios foram feitos sempre junto com orientação de alimentação e atividade física. Por isso, o remédio não substitui o restante do tratamento: ele torna o tratamento possível para quem não conseguiu emagrecer ou manter o peso só com mudanças de estilo de vida.

Em geral, a indicação vale para adultos com IMC a partir de 30, ou a partir de 27 quando há doenças associadas ao peso, como pré-diabetes, pressão alta, apneia do sono ou gordura no fígado. Não é indicado para perder poucos quilos por estética.

Remédios para emagrecer aprovados no Brasil

Estes são os medicamentos com indicação para obesidade, com o princípio ativo e um exemplo de nome comercial entre parênteses:

Medicamentos com indicação para obesidade no Brasil
Medicamento Como age Pontos de atenção
Orlistate (Xenical), comprimido Reduz a absorção de parte da gordura dos alimentos no intestino Fezes oleosas e urgência para evacuar; pode reduzir a absorção de vitaminas
Sibutramina, comprimido Age no cérebro, aumentando a saciedade Receita controlada e termo de responsabilidade; não indicada para quem tem doença cardiovascular
Naltrexona + bupropiona (Contrave), comprimido Age nos centros de fome e de recompensa do cérebro Não indicada para quem tem convulsões, pressão alta não controlada ou usa opioides; pede reavaliação periódica
Liraglutida (Saxenda), injetável diário Imita o hormônio GLP-1: reduz a fome e aumenta a saciedade Náusea e outros efeitos digestivos; receita retida
Semaglutida (Wegovy), injetável semanal Imita o GLP-1, com ação prolongada Efeitos digestivos; receita retida; contraindicações específicas
Tirzepatida (Mounjaro), injetável semanal Imita os hormônios GLP-1 e GIP Efeitos digestivos; receita retida; interação com anticoncepcional oral

Os comprimidos

Orlistate é o único que não age no cérebro: ele bloqueia parte da digestão da gordura. O efeito no peso é modesto, e os efeitos colaterais aparecem principalmente quando a refeição é muito gordurosa.

Sibutramina continua permitida no Brasil, mas com regras rígidas: receita controlada, termo de responsabilidade do médico e termo de ciência do paciente, além de limites de dose e de tempo de uso. Um grande estudo, o SCOUT, mostrou aumento de infarto e AVC não fatais em pessoas com doença cardiovascular, que por isso não devem usar o medicamento.

Naltrexona com bupropiona combina dois remédios que agem nos circuitos de fome e de recompensa, o que pode ajudar quem tem muita vontade de comer e "fome emocional". Em 2026, a Anvisa publicou uma carta aos profissionais de saúde com novas recomendações de avaliação anual de quem usa o medicamento por longo prazo.

Os injetáveis

Liraglutida, semaglutida e tirzepatida são as canetas emagrecedoras. Elas imitam hormônios produzidos pelo intestino, reduzem a fome e o "barulho" da comida na cabeça. Veja quais estão aprovadas, para quem são indicadas e quem não deve usar no guia sobre canetas emagrecedoras, e as diferenças entre as duas mais usadas em tirzepatida ou semaglutida.

Quanto cada remédio ajuda a emagrecer

Os números abaixo são médias de estudos clínicos, sempre junto com mudanças de estilo de vida:

A resposta varia muito de pessoa para pessoa. Uma parte responde pouco a determinado remédio e melhor a outro. Por isso, a evolução é avaliada nos retornos e o tratamento é ajustado.

Inibidor de apetite: o que existe hoje e o que foi proibido

"Inibidor de apetite" é o nome popular dos remédios que reduzem a fome. Hoje, no Brasil, os que têm indicação para obesidade são a sibutramina, a naltrexona com bupropiona e as canetas de GLP-1, que reduzem o apetite por outro mecanismo.

Os antigos inibidores de apetite derivados da anfetamina, a anfepramona, o femproporex e o mazindol, foram proibidos pela Anvisa em 2011. Uma lei de 2017 tentou liberá-los, mas o Supremo Tribunal Federal a declarou inconstitucional em 2021, e a Anvisa reafirmou que os riscos desses remédios superam os benefícios, como dependência, pressão alta e problemas psiquiátricos e cardiovasculares.

Existe remédio para acelerar o metabolismo?

Não existe remédio seguro e aprovado para "acelerar o metabolismo" e emagrecer. Substâncias vendidas com essa promessa, como termogênicos, costumam ter efeito pequeno no gasto de energia e podem causar taquicardia, ansiedade e insônia.

O hormônio da tireoide, às vezes usado de forma indevida para emagrecer, é especialmente perigoso fora da indicação médica: pode causar arritmias, perda de massa muscular e osteoporose. O que de fato ajuda o metabolismo é preservar e ganhar músculo, com proteína adequada e treino de força. Entenda no post sobre bioimpedância como acompanhar a massa muscular.

Fórmulas manipuladas, chás e remédios sem receita: os riscos

Fórmulas "para emagrecer" que misturam diuréticos, laxantes, hormônio de tireoide e calmantes ainda circulam e são perigosas. O peso que cai é, em boa parte, água e músculo, e os riscos incluem desidratação, alterações do potássio, arritmias e dependência.

Também é preciso cuidado com:

  • Canetas vendidas sem receita, pela internet ou por redes sociais, sem garantia de conteúdo e conservação. Desde 2025, a Anvisa exige a retenção da receita das canetas de GLP-1. Veja também o que muda com a semaglutida genérica.
  • Chás, cápsulas e suplementos "naturais" com promessa de emagrecimento, sem estudos que comprovem eficácia e, às vezes, com substâncias não declaradas.
  • Remédios usados por indicação de amigos, sem avaliação de contraindicações e interações.

Novos medicamentos para emagrecer

O tratamento da obesidade é uma das áreas que mais avançam na medicina. Em 2026, a Anvisa aprovou uma dose mais alta de manutenção da semaglutida (Wegovy) para casos específicos. A semaglutida em comprimido para obesidade teve o pedido de registro enviado à Anvisa no início de 2026. Outras moléculas, como novos comprimidos de GLP-1 e combinações de hormônios, estão em estudo e ainda não têm registro no Brasil.

Novidade não significa que o remédio seja indicado para você. Cada nova opção precisa ser avaliada com os mesmos critérios: indicação, segurança, contraindicações e acompanhamento.

Como o médico escolhe o remédio para emagrecer

Não existe um remédio melhor para todos. No acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, a escolha considera:

  1. O IMC e as doenças associadas, como diabetes, pressão alta e gordura no fígado.
  2. O padrão de fome: fome nas refeições, beliscos, vontade de doce à noite ou comer por emoção. Veja por que dá vontade de comer doce à noite.
  3. As contraindicações e os outros remédios em uso.
  4. A composição corporal, medida com bioimpedância InBody 380.
  5. A tolerância a efeitos colaterais e a preferência entre comprimido e injeção. Veja os efeitos colaterais do Mounjaro.
  6. O plano de longo prazo, incluindo manutenção e, quando for o caso, o protocolo de desmame para reduzir o risco de reganho. Veja o que acontece ao parar o Mounjaro.

Remédios para emagrecer com acompanhamento médico em São Paulo

A Dra. Isabela Bertoglio atende emagrecimento com acompanhamento médico e nutrologia na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, na Bela Vista, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.

O acompanhamento inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380, escolha do tratamento quando há indicação de medicamento, retornos para ajuste e plano de manutenção. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. O caminho completo está no guia de emagrecimento com acompanhamento médico.

Perguntas frequentes

Qual o melhor remédio para emagrecer?

Não existe um remédio melhor para todos. Nos estudos, as canetas, principalmente a tirzepatida e a semaglutida, levaram às maiores perdas médias de peso, mas a escolha depende das doenças associadas, das contraindicações, do padrão de fome, da tolerância e da preferência de cada pessoa. A indicação é feita pelo médico, depois de uma avaliação completa.

Existe remédio que tira a fome?

Existem remédios que reduzem a fome e aumentam a saciedade, como as canetas de GLP-1, a sibutramina e a associação de naltrexona com bupropiona. Eles não "tiram" a fome por completo e precisam de indicação médica. Os antigos inibidores de apetite derivados da anfetamina, como anfepramona, femproporex e mazindol, não são permitidos pela Anvisa.

Remédio para emagrecer precisa de receita?

Sim. Todos os remédios com indicação para obesidade exigem prescrição médica. A sibutramina exige receita controlada e termo de responsabilidade, e as canetas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, têm a receita retida na farmácia desde 2025. Remédios vendidos sem receita ou fora de farmácias não têm garantia de procedência.

A sibutramina ainda é vendida no Brasil?

Sim. A sibutramina continua permitida, mas com regras rígidas desde 2011: receita controlada, termo de responsabilidade do médico, termo de ciência do paciente e limites de dose e de tempo de uso. Ela não é indicada para quem tem doença cardiovascular, como infarto, AVC ou arritmias, nem pressão alta não controlada.

Remédio para emagrecer faz mal?

Todo remédio tem efeitos colaterais e contraindicações, e os de emagrecimento não são exceção. Quando bem indicados e acompanhados, os medicamentos aprovados têm benefícios que superam os riscos para quem tem obesidade. Os maiores riscos estão no uso sem prescrição, em fórmulas manipuladas com várias substâncias e em produtos sem procedência.

Onde fazer acompanhamento para usar remédio para emagrecer em São Paulo?

A Dra. Isabela Bertoglio, médica com atendimento em nutrologia, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, na Bela Vista, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. O acompanhamento inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano de manutenção. O agendamento é feito pelo WhatsApp.

Remédios para emagrecer: o essencial

Os remédios para emagrecer aprovados no Brasil incluem comprimidos (orlistate, sibutramina e naltrexona com bupropiona) e injetáveis (liraglutida, semaglutida e tirzepatida). Eles ajudam no tratamento da obesidade quando bem indicados e combinados com mudanças de estilo de vida. Inibidores derivados da anfetamina são proibidos, e fórmulas sem procedência são perigosas. A escolha é sempre médica e individual.

Referências

  1. Torgerson JS et al. XENical in the prevention of diabetes in obese subjects (XENDOS) study. Diabetes Care. 2004;27(1):155-161.
  2. Greenway FL et al. Effect of naltrexone plus bupropion on weight loss in overweight and obese adults (COR-I). Lancet. 2010;376:595-605.
  3. James WPT et al. Effect of sibutramine on cardiovascular outcomes in overweight and obese subjects (SCOUT). N Engl J Med. 2010;363:905-917.
  4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Anvisa aprova atualização da posologia do medicamento Wegovy. maio 2026.
  5. Poder360. Anvisa reafirma risco de emagrecedores vetados pelo STF. out. 2021.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica e não é recomendação de uso de qualquer medicamento. Não inicie, suspenda nem altere tratamentos sem orientação médica.

Dra. Isabela Bertoglio

Escrito por

Dra. Isabela Bertoglio

Médica · Atendimento em Nutrologia

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835
Doutorado pela USP · Nutrologia Clínica – Hospital Israelita Albert Einstein

Publicado em · Última atualização em

Conheça a Dra. Isabela