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Obesidade: o que é, como saber se você tem, riscos e opções de tratamento médico em São Paulo
Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Neste artigo
- O que é obesidade
- Como saber se você tem obesidade
- Obesidade no Brasil
- Causas da obesidade
- Riscos da obesidade para a saúde
- Tratamento da obesidade: opções médicas atuais
- Quanto peso é preciso perder para melhorar a saúde?
- Manter o peso é parte do tratamento
- Tratamento da obesidade em São Paulo
- Perguntas frequentes
- Obesidade: o essencial
- Referências
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura corporal, que prejudica a saúde e aumenta o risco de diabetes, pressão alta, doenças do coração e outras condições. Ela não é falta de força de vontade: envolve genética, hormônios, ambiente e comportamento. A obesidade tem tratamento, que combina mudanças de estilo de vida, medicamentos e, em casos selecionados, cirurgia, sempre com acompanhamento médico.
Neste guia, você vai entender como a obesidade é diagnosticada, quais são as causas e os riscos, as opções de tratamento disponíveis hoje, quanto peso é preciso perder para melhorar a saúde e como é o tratamento da obesidade com acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo.
O que é obesidade
A obesidade é o acúmulo de gordura em excesso, a ponto de prejudicar a saúde. A Organização Mundial da Saúde e as sociedades médicas a reconhecem como uma doença crônica, que tende a voltar quando o tratamento é interrompido, como acontece com a pressão alta ou o diabetes.
Em 2025, uma comissão internacional publicada na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology propôs separar a obesidade em pré-clínica e clínica. Na pré-clínica, há excesso de gordura, mas os órgãos ainda funcionam normalmente. Na clínica, o excesso de gordura já causa doença ou limita as atividades do dia a dia. A proposta reforça que o diagnóstico precisa ir além do peso na balança.
Como saber se você tem obesidade
IMC
O índice de massa corporal (IMC) é calculado dividindo o peso, em quilos, pela altura ao quadrado, em metros. É o critério mais usado para classificar o peso de adultos:
| Classificação | IMC (kg/m²) |
|---|---|
| Peso adequado | 18,5 a 24,9 |
| Sobrepeso | 25 a 29,9 |
| Obesidade grau 1 | 30 a 34,9 |
| Obesidade grau 2 | 35 a 39,9 |
| Obesidade grau 3 | 40 ou mais |
Medida da cintura
O IMC não mostra onde a gordura está. A gordura na barriga, principalmente a que fica entre os órgãos, é a mais ligada a diabetes e doenças do coração. Uma circunferência abdominal acima de 88 cm em mulheres e de 102 cm em homens indica risco bem aumentado. Entenda mais no post sobre gordura visceral.
Composição corporal
Duas pessoas com o mesmo IMC podem ter quantidades muito diferentes de gordura e de músculo. A bioimpedância mede gordura, massa muscular e gordura visceral e completa a avaliação, além de servir de referência para acompanhar o tratamento.
Obesidade no Brasil
Segundo o Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde, 25,7% dos adultos nas capitais brasileiras tinham obesidade em 2024, mais que o dobro de 2006, quando eram 11,8%. Somando sobrepeso e obesidade, o excesso de peso chega a 62,6% dos adultos.
Causas da obesidade
A obesidade resulta da interação de vários fatores, e em cada pessoa o peso de cada um é diferente:
- Genética, que influencia fome, saciedade e onde o corpo acumula gordura.
- Ambiente e rotina: oferta de ultraprocessados, pouco tempo para cozinhar, trabalho sentado e deslocamentos longos.
- Sono ruim e estresse, que alteram os hormônios da fome.
- Alterações hormonais e metabólicas, como resistência à insulina, síndrome dos ovários policísticos e hipotireoidismo.
- Fases da vida, como gestação e menopausa.
- Medicamentos que favorecem o ganho de peso.
- Relação com a comida, incluindo fome emocional e compulsão alimentar.
- Adaptação metabólica: depois de emagrecer, o corpo aumenta a fome e reduz o gasto de energia, o que explica o efeito sanfona.
Se você sente que faz tudo certo e o peso não sai, veja as causas que a avaliação médica investiga.
Riscos da obesidade para a saúde
O excesso de gordura, principalmente na barriga, aumenta o risco de:
- diabetes tipo 2 e pré-diabetes;
- pressão alta, colesterol e triglicerídeos altos;
- infarto, AVC e insuficiência cardíaca;
- gordura no fígado, que pode evoluir para inflamação e cirrose;
- apneia do sono;
- artrose, principalmente nos joelhos, e dores nas costas;
- alguns tipos de câncer;
- alterações hormonais, infertilidade e complicações na gestação;
- ansiedade e depressão, inclusive pelo estigma do peso.
Tratamento da obesidade: opções médicas atuais
O tratamento da obesidade é individual e costuma combinar mais de uma estratégia. A tabela resume as principais:
| Estratégia | Para quem | Observação |
|---|---|---|
| Alimentação, atividade física e sono | Todas as pessoas com sobrepeso ou obesidade | É a base de qualquer tratamento, inclusive quando há remédio ou cirurgia |
| Medicamentos | Em geral, IMC a partir de 30, ou a partir de 27 com doenças associadas | Comprimidos e canetas; exigem receita e acompanhamento |
| Cirurgia bariátrica | Em geral, IMC a partir de 40, ou a partir de 35 com doenças associadas | Avaliada por equipe multiprofissional; exige acompanhamento por toda a vida |
| Tratamento das condições associadas | Quem tem diabetes, pressão alta, apneia, compulsão alimentar e outras | Acontece em paralelo, com outros especialistas quando necessário |
Mudanças de estilo de vida
Alimentação com mais comida de verdade, proteína e fibras, menos ultraprocessados, atividade física com treino de força, sono adequado e cuidado com o estresse formam a base do tratamento. Mais do que uma dieta com data para acabar, o objetivo é uma rotina que se sustente.
Medicamentos
Os medicamentos reduzem a fome e ajudam a contrabalançar a reação do corpo à perda de peso. No Brasil, há comprimidos, como orlistate, sibutramina e naltrexona com bupropiona, e injetáveis, como liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Nos estudos de referência, a perda média de peso em pouco mais de um ano foi de cerca de 15% com a semaglutida 2,4 mg (STEP 1) e de até 21% com a dose mais alta da tirzepatida (SURMOUNT-1). Veja os detalhes nos guias sobre remédios para emagrecer e canetas emagrecedoras, e as dúvidas mais buscadas em Ozempic: para que serve e efeitos colaterais do Mounjaro.
Cirurgia bariátrica
No Brasil, segundo as regras do Conselho Federal de Medicina, a cirurgia bariátrica é indicada em geral para pessoas com IMC a partir de 40, ou a partir de 35 com doenças associadas, depois de tentativas de tratamento clínico. Há critérios específicos para pessoas com diabetes tipo 2 e IMC entre 30 e 35. A indicação é feita por equipe multiprofissional, e toda cirurgia tem riscos.
Cuidado com a saúde mental
Ansiedade, depressão e compulsão alimentar são comuns em pessoas com obesidade e interferem no tratamento. Reconhecer e tratar essas condições, com psicólogo e psiquiatra quando necessário, faz parte de um tratamento completo.
Quanto peso é preciso perder para melhorar a saúde?
Menos do que muita gente imagina. Perder de 5% a 10% do peso, por exemplo de 5 a 10 kg em quem pesa 100 kg, já costuma melhorar a pressão, a glicose, o colesterol, a gordura no fígado e a apneia do sono. Perdas maiores trazem benefícios adicionais, principalmente para quem tem doenças mais avançadas.
Mais importante do que o número na balança é o que muda no corpo: perder gordura, principalmente a visceral, e preservar a massa muscular. Por isso o acompanhamento usa a bioimpedância, e não só o peso.
Manter o peso é parte do tratamento
Como a obesidade é uma doença crônica, o corpo tende a buscar o peso anterior depois de emagrecer. Isso não é fracasso: é biologia. Manter o peso exige um plano próprio, com retornos, ajustes e, para quem usa medicamento, uma estratégia de manutenção ou de retirada. A Dra. Isabela Bertoglio conduz essa fase com um protocolo de desmame individualizado, explicado no post sobre o que acontece ao parar o Mounjaro.
Depois de uma perda de peso importante, também é comum aparecer flacidez. Veja como prevenir e tratar em flacidez depois de emagrecer.
Tratamento da obesidade em São Paulo
A Dra. Isabela Bertoglio atende emagrecimento com acompanhamento médico e nutrologia na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.
O tratamento começa com avaliação médica completa, exames e bioimpedância InBody 380, e segue com plano individualizado, medicamentos quando indicados, retornos para ajuste e plano de manutenção. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. O caminho completo está no guia de emagrecimento com acompanhamento médico, e o papel do médico nesse cuidado em o que faz um nutrólogo.
Perguntas frequentes
O que é obesidade?
Obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura corporal, que prejudica a saúde. Ela resulta da combinação de genética, hormônios, ambiente, sono, estresse e comportamento, e aumenta o risco de diabetes, pressão alta, doenças do coração, gordura no fígado e outras condições. Tem tratamento, com acompanhamento médico.
Qual IMC é considerado obesidade?
Em adultos, obesidade é definida por IMC a partir de 30 kg/m². Entre 30 e 34,9 é obesidade grau 1, entre 35 e 39,9 é grau 2, e a partir de 40 é grau 3. Entre 25 e 29,9 é sobrepeso. O IMC é complementado pela medida da cintura e pela composição corporal, que mostram onde está a gordura e quanto há de músculo.
Obesidade tem cura?
A obesidade é uma doença crônica: tem tratamento e controle, mas tende a voltar quando o cuidado é interrompido, como a pressão alta. Com tratamento adequado, é possível perder peso, melhorar a saúde e manter o resultado. Por isso o tratamento inclui um plano de manutenção, com retornos e ajustes ao longo do tempo.
Qual o melhor tratamento para obesidade?
Não existe um tratamento melhor para todos. A base é sempre alimentação, atividade física e sono. A partir daí, a decisão sobre medicamentos ou cirurgia bariátrica depende do IMC, das doenças associadas, do histórico e das preferências de cada pessoa. O tratamento é definido depois de uma avaliação médica completa.
Quando a cirurgia bariátrica é indicada?
No Brasil, segundo as regras do Conselho Federal de Medicina, a cirurgia bariátrica é indicada em geral para IMC a partir de 40, ou a partir de 35 com doenças associadas, depois de tentativas de tratamento clínico. Há critérios específicos para diabetes tipo 2 com IMC entre 30 e 35. A indicação é feita por equipe multiprofissional.
Onde tratar obesidade em São Paulo?
A Dra. Isabela Bertoglio, médica com atendimento em nutrologia, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. O tratamento inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano de manutenção. O agendamento é feito pelo WhatsApp.
Obesidade: o essencial
A obesidade é uma doença crônica, com causas genéticas, hormonais, ambientais e comportamentais, e riscos importantes para a saúde. O diagnóstico usa o IMC, a cintura e a composição corporal. O tratamento combina estilo de vida, medicamentos e, em casos selecionados, cirurgia. Perder de 5% a 10% do peso já traz benefícios, e manter o resultado faz parte do tratamento.
Referências
- Rubino F et al. Definition and diagnostic criteria of clinical obesity. Lancet Diabetes Endocrinol. 2025;13(3):221-262.
- Correio Braziliense. Obesidade no Brasil: 3 números que mostram o tamanho do problema (dados do Vigitel, Ministério da Saúde). jul. 2026.
- Wilding JPH et al. Once-weekly semaglutide in adults with overweight or obesity (STEP 1). N Engl J Med. 2021;384:989-1002.
- Jastreboff AM et al. Tirzepatide once weekly for the treatment of obesity (SURMOUNT-1). N Engl J Med. 2022;387:205-216.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica e não é recomendação de uso de qualquer medicamento. Toda cirurgia envolve riscos, e a indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual.


