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Gordura visceral: o que é, por que é perigosa e como reduzir, com avaliação em São Paulo
Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Neste artigo
- O que é gordura visceral
- Gordura visceral x gordura subcutânea
- Riscos da gordura visceral alta
- Como medir a gordura visceral
- O que aumenta a gordura visceral
- Como reduzir a gordura visceral
- Em quanto tempo a gordura visceral diminui
- Onde avaliar a gordura visceral em São Paulo
- Perguntas frequentes
- Gordura visceral: o essencial
- Referências
A gordura visceral é a gordura que fica dentro do abdômen, em volta de órgãos como fígado, intestino e pâncreas. Diferente da gordura logo abaixo da pele, ela é metabolicamente ativa: libera substâncias inflamatórias e ácidos graxos que favorecem resistência à insulina, diabetes tipo 2, pressão alta, gordura no fígado e doenças do coração. A boa notícia é que ela responde bem ao tratamento.
Uma pessoa pode ter peso normal e gordura visceral alta, por isso a balança não basta para avaliar esse risco. A seguir, você vai ver a diferença entre gordura visceral e subcutânea, quais são os riscos, como medir, o que faz essa gordura diminuir e onde fazer a avaliação em São Paulo.
O que é gordura visceral
O corpo guarda gordura em dois compartimentos principais. A gordura subcutânea fica logo abaixo da pele: é a que você consegue pinçar com os dedos na barriga, nas coxas ou nos braços. A gordura visceral fica mais fundo, atrás da musculatura do abdômen, envolvendo os órgãos.
A gordura visceral drena diretamente para o fígado pela circulação do intestino. Por isso o excesso dela afeta rapidamente o metabolismo: o fígado acumula gordura, a produção de glicose aumenta e a sensibilidade à insulina cai. Ela também libera substâncias que mantêm uma inflamação de baixo grau no corpo.
Gordura visceral x gordura subcutânea
| Aspecto | Gordura visceral | Gordura subcutânea |
|---|---|---|
| Onde fica | Dentro do abdômen, em volta dos órgãos | Logo abaixo da pele, no corpo todo |
| Como aparece | Barriga mais firme e projetada para a frente | Gordura mole, que dá para pinçar com os dedos |
| Impacto na saúde | Alto: ligada a diabetes, gordura no fígado e doença cardiovascular | Menor, principalmente nos quadris e nas coxas |
| Resposta ao tratamento | Costuma diminuir rápido com exercício e perda de peso | Diminui de forma mais lenta e varia por região |
Riscos da gordura visceral alta
Um posicionamento publicado no The Lancet Diabetes & Endocrinology reuniu as evidências de que a gordura visceral é um marcador de risco cardiometabólico independente do peso. Ela está associada a:
- resistência à insulina, pré-diabetes e diabetes tipo 2;
- gordura no fígado (esteatose hepática), que pode evoluir para inflamação e fibrose;
- pressão alta;
- triglicérides altos e HDL (colesterol "bom") baixo;
- infarto e AVC;
- apneia do sono;
- maior dificuldade para emagrecer, num ciclo que se retroalimenta.
Peso normal, gordura visceral alta
Algumas pessoas têm IMC dentro da faixa considerada normal, mas pouca massa muscular e muita gordura visceral. É comum em quem é sedentário, dorme mal ou está na menopausa. Por fora, o corpo parece "magro com barriga". Por dentro, o perfil metabólico pode ser parecido com o de quem tem obesidade. Só a medida da cintura e da composição corporal mostra esse risco.
Como medir a gordura visceral
Circunferência da cintura
É a forma mais simples de estimar a gordura abdominal. A fita métrica é posicionada no ponto médio entre a última costela e o osso do quadril, com o abdômen relaxado, no fim da expiração. Pelos critérios da Organização Mundial da Saúde, o risco começa a aumentar a partir de 80 cm nas mulheres e 94 cm nos homens, e fica bem maior a partir de 88 cm e 102 cm, respectivamente.
Bioimpedância
A bioimpedância de consultório estima o nível de gordura visceral, além de gordura total, massa muscular e água. No InBody 380, o nível vai de 1 a 20, e o fabricante considera desejável abaixo de 10. Repetida ao longo do tratamento, ela mostra se a gordura visceral está diminuindo, mesmo quando o peso muda pouco.
Exames de imagem
Tomografia, ressonância e DEXA medem a gordura visceral com mais precisão. São usados em casos específicos e em pesquisa. A ultrassonografia de abdômen, mais comum, ajuda a avaliar a gordura no fígado.
O que aumenta a gordura visceral
- Sedentarismo: passar muitas horas sentado favorece o acúmulo no abdômen.
- Alimentação: excesso de açúcar, bebidas adoçadas, farinhas refinadas e ultraprocessados.
- Álcool: o consumo frequente está ligado ao aumento da gordura abdominal e no fígado.
- Sono curto e estresse: o cortisol alto direciona a gordura para o abdômen.
- Menopausa: a queda do estrogênio muda a distribuição da gordura dos quadris para a barriga.
- Genética e idade: com os anos, a tendência a acumular gordura visceral aumenta.
- Tabagismo: também está associado a mais gordura abdominal.
Como reduzir a gordura visceral
Exercício físico
A gordura visceral é uma das primeiras a responder ao exercício. Uma revisão com metanálise publicada na PLoS One mostrou que o exercício aeróbico reduz a gordura visceral em adultos com excesso de peso, mesmo quando a perda de peso é pequena. Somar o treino de força preserva a massa muscular e melhora a sensibilidade à insulina.
Fazer abdominal não "queima" a gordura da barriga especificamente. O que reduz a gordura visceral é o gasto de energia do corpo como um todo, somado à melhora do metabolismo.
Alimentação
- cortar bebidas adoçadas, incluindo sucos industrializados;
- reduzir açúcar, doces e farinhas refinadas;
- priorizar proteína e fibras em todas as refeições;
- preferir alimentos in natura e minimamente processados;
- reduzir o álcool.
Sono e estresse
Dormir de 7 a 8 horas por noite e lidar com o estresse ajudam a baixar o cortisol, que favorece o acúmulo de gordura no abdômen. Ronco alto e pausas na respiração devem ser investigados, porque a apneia do sono e a gordura visceral se alimentam mutuamente.
Quando o tratamento médico entra
Quando a gordura visceral vem com resistência à insulina, pré-diabetes, gordura no fígado ou obesidade, o acompanhamento médico investiga as causas e pode incluir medicação. Os medicamentos da família GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, reduzem a gordura visceral junto com o peso, nos casos em que há indicação. As diferenças entre tirzepatida e semaglutida estão explicadas em outro post.
Tecnologias estéticas para gordura localizada agem na gordura subcutânea, aquela que fica sob a pele. Elas não reduzem a gordura visceral, que depende do tratamento do metabolismo como um todo.
Em quanto tempo a gordura visceral diminui
A gordura visceral costuma responder antes da gordura subcutânea. Com exercício regular e mudança alimentar, a redução pode aparecer na bioimpedância e na medida da cintura em algumas semanas a poucos meses, muitas vezes antes de uma mudança grande no peso. O ritmo varia com o ponto de partida, a idade, o sono e a regularidade do plano.
Onde avaliar a gordura visceral em São Paulo
Em São Paulo, a Dra. Isabela Bertoglio atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, conjuntos 81/82, na Bela Vista, perto da estação Paraíso do metrô (linhas 1-Azul e 2-Verde). O acesso é fácil a partir da Avenida Paulista, Vila Mariana, Aclimação, Jardins e Moema.
A consulta inclui bioimpedância InBody 380, que mostra o nível de gordura visceral, a massa muscular e a gordura total, além da revisão de exames de sangue e da medida da cintura. A partir daí, o plano é montado e acompanhado nos retornos, dentro do emagrecimento com acompanhamento médico.
Perguntas frequentes
Pessoa magra pode ter gordura visceral alta?
Pode. Algumas pessoas têm IMC normal, mas pouca massa muscular e muita gordura no abdômen, entre os órgãos. Isso é mais comum em quem é sedentário, dorme mal, tem histórico familiar de diabetes ou está na menopausa. A medida da cintura e a bioimpedância ajudam a identificar esse risco, que a balança sozinha não mostra.
Qual o nível de gordura visceral ideal?
Na bioimpedância InBody, o nível de gordura visceral vai de 1 a 20, e o fabricante considera desejável abaixo de 10. Na fita métrica, o risco aumenta a partir de 80 cm de cintura nas mulheres e 94 cm nos homens, segundo a Organização Mundial da Saúde. A interpretação considera também exames de sangue e histórico.
Em quanto tempo a gordura visceral diminui?
A gordura visceral costuma responder antes da gordura sob a pele. Com exercício regular, alimentação ajustada e sono adequado, a redução pode aparecer na bioimpedância e na cintura em algumas semanas a poucos meses, muitas vezes antes de uma mudança grande no peso. O ritmo varia conforme o ponto de partida e a regularidade do plano.
Abdominal reduz a gordura visceral?
Não diretamente. Exercícios abdominais fortalecem a musculatura, mas não queimam a gordura da barriga de forma localizada. O que reduz a gordura visceral é o gasto de energia do corpo como um todo, com exercício aeróbico e treino de força, junto com alimentação adequada, sono e controle do estresse.
Gordura visceral e gordura no fígado são a mesma coisa?
Não, mas andam juntas. A gordura visceral fica em volta dos órgãos do abdômen, e a gordura no fígado (esteatose) fica dentro das células do fígado. Como a gordura visceral drena diretamente para o fígado, quem tem muita gordura visceral costuma ter também gordura no fígado. As duas melhoram com o mesmo tratamento.
Onde medir gordura visceral em São Paulo?
A Dra. Isabela Bertoglio atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, na Bela Vista, perto da estação Paraíso do metrô. A consulta inclui bioimpedância InBody 380, que mostra o nível de gordura visceral e a massa muscular, além da revisão de exames e da medida da cintura. O agendamento é feito pelo WhatsApp.
Gordura visceral: o essencial
A gordura visceral fica entre os órgãos do abdômen e é a mais ligada a diabetes, gordura no fígado e doenças do coração, mesmo em quem tem peso normal. Ela pode ser estimada pela cintura e pela bioimpedância, e responde bem a exercício, alimentação, sono e, quando indicado, tratamento médico. A avaliação e o plano dependem de consulta individual.
Referências
- Neeland IJ et al. Visceral and ectopic fat, atherosclerosis, and cardiometabolic disease: a position statement. Lancet Diabetes Endocrinol. 2019;7(9):715-725.
- Vissers D et al. The effect of exercise on visceral adipose tissue in overweight adults: a systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2013;8(2):e56415.
- World Health Organization. Waist circumference and waist-hip ratio: report of a WHO expert consultation. 2008.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica. Todo tratamento, inclusive medicamentoso, envolve riscos, e a indicação depende de avaliação individual com médico.


