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Gordura no fígado: o que é, graus, exames, riscos e tratamento, com acompanhamento em São Paulo
Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Neste artigo
- O que é gordura no fígado
- Gordura no fígado é comum?
- Causas e fatores de risco
- Gordura no fígado dá sintomas?
- Graus da gordura no fígado no ultrassom
- Exames que avaliam a gravidade
- Riscos da gordura no fígado
- Tratamento da gordura no fígado
- Gordura no fígado tem cura?
- Como o acompanhamento em nutrologia ajuda
- Tratamento da gordura no fígado em São Paulo
- Perguntas frequentes
- Gordura no fígado: o essencial
- Referências
A gordura no fígado, ou esteatose hepática, é o acúmulo de gordura dentro das células do fígado. Na maioria das pessoas, ela está ligada ao excesso de peso, à gordura abdominal e à resistência à insulina, e quase nunca causa sintomas. É reversível nas fases iniciais: perder de 5% a 10% do peso, mudar a alimentação e fazer atividade física reduzem a gordura e a inflamação do fígado. O tratamento precisa de avaliação médica, porque em alguns casos a doença avança para fibrose.
Neste post, você vai entender o que é a gordura no fígado, o novo nome da doença, as causas, o que significam os graus do ultrassom, quais exames avaliam a gravidade, os riscos, o tratamento e como é o acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo.
O que é gordura no fígado
O fígado normalmente guarda um pouco de gordura. Fala-se em esteatose hepática quando mais de 5% das células do fígado acumulam gordura. Durante anos, a forma mais comum foi chamada de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA, ou NAFLD em inglês).
Em 2023, um consenso de sociedades internacionais de hepatologia propôs um novo nome: doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (em inglês, MASLD). A mudança deixa claro o que está por trás da maioria dos casos: alterações do metabolismo, como excesso de peso, glicose alta, pressão alta e triglicerídeos elevados. Quando há também inflamação, fala-se em esteato-hepatite (MASH).
Gordura no fígado é comum?
Muito. Uma revisão de estudos de vários países estimou que cerca de 32% dos adultos no mundo têm gordura no fígado, com aumento ao longo das últimas décadas, acompanhando o crescimento da obesidade e do diabetes. Entre pessoas com obesidade ou diabetes tipo 2, a proporção é bem maior.
Causas e fatores de risco
- Excesso de peso e obesidade, principalmente com gordura na barriga.
- Gordura visceral, que libera gordura e substâncias inflamatórias direto para o fígado.
- Resistência à insulina, pré-diabetes e diabetes tipo 2.
- Triglicerídeos altos e colesterol HDL baixo.
- Pressão alta.
- Alimentação rica em ultraprocessados, açúcar e bebidas adoçadas.
- Sedentarismo.
- Síndrome dos ovários policísticos e apneia do sono.
- Consumo de álcool, que soma ao dano metabólico.
- Alguns medicamentos, como corticoides usados por longo tempo.
Gordura no fígado também pode aparecer em pessoas com peso normal, quando há gordura abdominal e resistência à insulina.
Gordura no fígado dá sintomas?
Na maioria das vezes, não. A gordura no fígado costuma ser descoberta por acaso, num ultrassom de abdômen ou em exames de sangue com enzimas do fígado alteradas. Algumas pessoas relatam cansaço ou desconforto do lado direito da barriga. Sintomas como pele e olhos amarelados, inchaço da barriga e das pernas aparecem só nas fases avançadas, quando já há cirrose.
Graus da gordura no fígado no ultrassom
O laudo do ultrassom costuma classificar a esteatose em graus, conforme a quantidade de gordura vista no exame:
| Grau | O que significa |
|---|---|
| Grau 1 (leve) | Aumento discreto do brilho do fígado no exame, com pouca gordura acumulada |
| Grau 2 (moderado) | Mais gordura, que já dificulta a visualização de algumas estruturas do fígado |
| Grau 3 (acentuado) | Grande quantidade de gordura, que limita a avaliação de partes profundas do fígado |
Um ponto importante: o grau do ultrassom mostra a quantidade de gordura, mas não mostra se há inflamação ou fibrose (cicatriz no fígado), que é o que define o risco a longo prazo. Uma pessoa com grau 1 pode ter fibrose, e outra com grau 3 pode não ter. Por isso o ultrassom é o começo da avaliação, e não o fim.
Exames que avaliam a gravidade
- Exames de sangue: enzimas do fígado (TGO, TGP e GGT), glicose, hemoglobina glicada, insulina, colesterol, triglicerídeos e plaquetas.
- Escores de fibrose, como o FIB-4, calculado com idade, enzimas e plaquetas, que ajuda a separar quem tem baixo risco de quem precisa de mais investigação.
- Elastografia hepática, que mede a rigidez do fígado e estima a fibrose sem agulha.
- Avaliação com hepatologista ou gastroenterologista, quando os exames sugerem fibrose importante.
As enzimas do fígado podem estar normais mesmo com gordura e fibrose. Exame de sangue normal não descarta a doença.
Riscos da gordura no fígado
Em boa parte das pessoas, a gordura no fígado fica estável por anos. Em uma parte, porém, surge inflamação (esteato-hepatite), que pode levar a fibrose, cirrose e, mais raramente, câncer de fígado. O risco é maior em quem tem diabetes, obesidade importante e idade mais avançada.
Há outro risco que muita gente não conhece: pessoas com gordura no fígado têm mais chance de infarto e AVC. Na maioria dos casos, o coração é uma preocupação tão grande quanto o fígado. Por isso o tratamento olha para o metabolismo como um todo.
Tratamento da gordura no fígado
Perda de peso
É o tratamento mais eficaz. Um estudo publicado na revista Gastroenterology, com biópsias antes e depois, mostrou que quanto maior a perda de peso, maior a melhora do fígado. De forma geral:
- perder cerca de 5% do peso já reduz a gordura no fígado;
- de 7% a 10% ajuda a reduzir a inflamação;
- 10% ou mais está associado à regressão da fibrose em parte das pessoas.
Alimentação
Reduzir açúcar, bebidas adoçadas, sucos, ultraprocessados e álcool tem efeito direto sobre a gordura do fígado. Um padrão com verduras, legumes, frutas inteiras, leguminosas, grãos integrais, peixes e azeite, próximo da dieta mediterrânea, é o mais estudado. Veja como organizar a rotina em reeducação alimentar.
Atividade física
Exercício aeróbico e treino de força reduzem a gordura no fígado mesmo quando o peso muda pouco, porque melhoram a sensibilidade à insulina.
Controle das doenças associadas
Tratar diabetes, colesterol, triglicerídeos, pressão alta e apneia do sono faz parte do tratamento do fígado e protege o coração.
Medicamentos
Remédios para obesidade e diabetes que levam à perda de peso também beneficiam o fígado. Em 2025, a agência americana FDA aprovou a semaglutida para esteato-hepatite com fibrose moderada a avançada, sem cirrose. A indicação de medicamentos para o fígado depende da aprovação de cada produto no Brasil, do estágio da doença e da avaliação médica. Veja as opções em canetas emagrecedoras e remédios para emagrecer.
Cirurgia bariátrica
Em pessoas com obesidade grave, a cirurgia bariátrica, quando indicada, costuma levar a grande melhora da gordura no fígado.
Gordura no fígado tem cura?
Nas fases iniciais, sim: a gordura no fígado é reversível com perda de peso e mudança de hábitos. A inflamação também pode regredir, e mesmo a fibrose pode melhorar em parte das pessoas com perda de peso importante. Mas, se as causas voltam, a gordura também volta. Por isso o tratamento é contínuo, com retornos e exames periódicos.
Como o acompanhamento em nutrologia ajuda
No acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, a gordura no fígado é tratada a partir da causa metabólica:
- Revisão dos exames que você já tem e pedido dos que faltam, incluindo cálculo de risco de fibrose.
- Bioimpedância InBody 380, que estima a gordura visceral e a massa muscular.
- Plano de perda de peso com meta realista, alimentação e atividade física.
- Medicamentos, quando indicados, para obesidade, resistência à insulina ou diabetes.
- Encaminhamento ao hepatologista quando os exames sugerem fibrose importante.
- Retornos para repetir exames e acompanhar a evolução.
Tratamento da gordura no fígado em São Paulo
A Dra. Isabela Bertoglio atende emagrecimento com acompanhamento médico e nutrologia na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.
A consulta inclui avaliação médica, revisão dos exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado, com retornos para acompanhar a evolução. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. O caminho completo está no guia de emagrecimento com acompanhamento médico.
Perguntas frequentes
O que é gordura no fígado?
Gordura no fígado, ou esteatose hepática, é o acúmulo de gordura em mais de 5% das células do fígado. Na maioria das pessoas, está ligada ao excesso de peso, à gordura abdominal, à resistência à insulina e ao diabetes, e hoje é chamada de doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica. Costuma não dar sintomas e é reversível nas fases iniciais.
Gordura no fígado tem cura?
Nas fases iniciais, a gordura no fígado é reversível com perda de peso, alimentação adequada e atividade física. Perder cerca de 5% do peso já reduz a gordura, e perdas maiores melhoram a inflamação e, em parte das pessoas, a fibrose. Como as causas podem voltar, o acompanhamento deve ser contínuo.
Gordura no fígado grau 1 é grave?
O grau 1 indica pouca gordura no ultrassom, mas o grau não mostra se há inflamação ou fibrose, que é o que define o risco. Por isso, mesmo no grau 1, vale fazer exames de sangue, calcular o risco de fibrose e tratar as causas, como excesso de peso e resistência à insulina, enquanto a condição ainda é facilmente reversível.
Quais os sintomas de gordura no fígado?
Na maioria das vezes, a gordura no fígado não dá sintomas e é descoberta por acaso em ultrassom ou exames de sangue. Algumas pessoas sentem cansaço ou desconforto do lado direito da barriga. Pele e olhos amarelados, inchaço da barriga e das pernas aparecem só em fases avançadas, quando já existe cirrose.
Quanto peso preciso perder para tirar a gordura do fígado?
Em geral, perder cerca de 5% do peso já reduz a gordura no fígado. Perdas de 7% a 10% ajudam a reduzir a inflamação, e 10% ou mais estão associadas à regressão da fibrose em parte das pessoas. Para quem pesa 100 kg, isso significa de 5 a 10 kg. A meta é definida com o médico, conforme os exames.
Onde tratar gordura no fígado em São Paulo?
A Dra. Isabela Bertoglio, médica com atendimento em nutrologia, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. A consulta inclui avaliação médica, revisão dos exames, bioimpedância InBody 380 e plano de tratamento. O agendamento é feito pelo WhatsApp.
Gordura no fígado: o essencial
A gordura no fígado é muito comum, quase sempre silenciosa e ligada ao metabolismo: excesso de peso, gordura visceral, resistência à insulina e diabetes. O grau do ultrassom não mostra a fibrose, que precisa de outros exames. Perder de 5% a 10% do peso, ajustar a alimentação e se movimentar revertem a doença nas fases iniciais, com acompanhamento médico.
Referências
- Rinella ME et al. A multisociety Delphi consensus statement on new fatty liver disease nomenclature. Hepatology. 2023;78(6):1966-1986.
- Teng MLP et al. Global incidence and prevalence of nonalcoholic fatty liver disease. Clin Mol Hepatol. 2023;29(Suppl):S32-S42.
- Vilar-Gomez E et al. Weight loss through lifestyle modification significantly reduces features of nonalcoholic steatohepatitis. Gastroenterology. 2015;149(2):367-378.
- HCPLive. FDA approves semaglutide (Wegovy) injection 2.4 mg for noncirrhotic MASH. ago. 2025.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica e não é recomendação de uso de qualquer medicamento. A interpretação de exames e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual.


