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Síndrome metabólica: o que é, critérios de diagnóstico, riscos e tratamento, com acompanhamento em São Paulo

Por Dra. Isabela Bertoglio

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Quadro com os cinco critérios da síndrome metabólica: cintura, triglicérides, HDL, pressão e glicemia de jejum
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A síndrome metabólica é a combinação de pelo menos três de cinco alterações: cintura aumentada, triglicérides altos, HDL baixo, pressão alta e glicose alta. Juntas, elas aumentam bastante o risco de diabetes tipo 2, infarto e AVC. A base de tudo costuma ser o excesso de gordura abdominal e a resistência à insulina. O tratamento passa por perda de peso, alimentação, atividade física e, quando indicado, remédios.

Neste post, você vai entender o que é a síndrome metabólica, os critérios de diagnóstico, as causas, os riscos, como é o tratamento, se ela tem cura e como a consulta de nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo, acompanha quem tem esse diagnóstico.

O que é síndrome metabólica

Síndrome metabólica não é uma doença isolada, e sim um conjunto de alterações que costumam aparecer juntas e se reforçam. Elas compartilham a mesma base: o acúmulo de gordura na região abdominal, principalmente a gordura visceral, e a resistência à insulina.

É muito comum em adultos com excesso de peso, e muitas vezes passa despercebida, porque cada alteração isolada parece pequena.

Critérios de diagnóstico da síndrome metabólica

Pelos critérios harmonizados de sociedades internacionais, o diagnóstico é feito quando a pessoa tem pelo menos 3 destes 5 critérios:

Critérios para síndrome metabólica: o diagnóstico exige pelo menos 3 deles
Critério Valor
Cintura aumentada a partir de 80 cm em mulheres e 90 cm em homens
Triglicérides a partir de 150 mg/dL, ou em tratamento
HDL baixo abaixo de 50 mg/dL em mulheres e 40 mg/dL em homens
Pressão arterial a partir de 130/85 mmHg, ou em tratamento
Glicemia de jejum a partir de 100 mg/dL, ou em tratamento

Os valores de cintura variam conforme a população; os da tabela são os sugeridos para pessoas da América do Sul e Central. A medida é feita no consultório, junto com a pressão e os exames. Veja quais exames entram no check-up em exames para emagrecer.

Causas da síndrome metabólica

  • excesso de gordura abdominal, principalmente a visceral;
  • resistência à insulina;
  • sedentarismo;
  • alimentação com muito açúcar, farinhas refinadas e ultraprocessados;
  • sono ruim e estresse crônico;
  • genética e histórico familiar de diabetes;
  • fases da vida, como a menopausa, e condições como a SOP;
  • alguns remédios, como corticoides e alguns psiquiátricos.

Riscos da síndrome metabólica

  • Diabetes tipo 2: o risco é bem maior, principalmente quando a glicose já está alterada. Veja pré-diabetes.
  • Infarto e AVC.
  • Gordura no fígado, que pode evoluir para inflamação e fibrose.
  • Apneia do sono.
  • Ácido úrico alto e gota. Veja ácido úrico alto.
  • Doença renal crônica.

Tratamento da síndrome metabólica

Perda de peso

É o tratamento mais eficaz, porque atua na causa comum. Perder de 5% a 10% do peso já melhora a glicose, a pressão, os triglicérides e o HDL ao mesmo tempo, e reduz a gordura no fígado.

Alimentação

Reduzir açúcar, farinhas refinadas, álcool e ultraprocessados, priorizar fibras, verduras, legumes, proteína e gorduras boas. Veja triglicérides alto e colesterol alto.

Atividade física

Exercício aeróbico e treino de força melhoram a sensibilidade à insulina, a pressão e o HDL, mesmo antes de uma grande perda de peso.

Sono e estresse

Dormir mal e viver sob estresse crônico aumentam a fome, a glicose e a gordura abdominal.

Remédios

Quando indicados, tratam cada componente, como pressão, glicose e colesterol, este conforme a Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025, e o próprio excesso de peso. Remédios para obesidade, incluindo as canetas emagrecedoras, podem melhorar vários critérios ao mesmo tempo.

Síndrome metabólica tem cura?

A síndrome metabólica pode ser revertida: muitas pessoas deixam de preencher os critérios com perda de peso, mudança de hábitos e tratamento. Mas os fatores que a causam podem voltar se os hábitos e o peso voltarem. Por isso, o acompanhamento continua mesmo depois que os exames melhoram.

Como a nutrologia trata a síndrome metabólica

  1. Avaliação completa: cintura, pressão, glicose, insulina, colesterol, triglicérides, ácido úrico e fígado.
  2. Composição corporal com bioimpedância InBody 380, incluindo gordura visceral.
  3. Plano alimentar e de atividade física individualizado.
  4. Tratamento do peso, com remédios quando indicados.
  5. Retornos com novos exames para acompanhar cada critério.
  6. Encaminhamento ao cardiologista ou endocrinologista quando necessário.

Acompanhamento em São Paulo

A Dra. Isabela Bertoglio atende emagrecimento com acompanhamento médico e nutrologia na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.

A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. O caminho completo está no guia de tratamento da obesidade.

Perguntas frequentes

O que é síndrome metabólica?

É a combinação de pelo menos três de cinco alterações: cintura aumentada, triglicérides altos, HDL baixo, pressão alta e glicose alta. Juntas, elas aumentam o risco de diabetes, infarto e AVC. A base costuma ser o excesso de gordura abdominal e a resistência à insulina.

Quais são os critérios da síndrome metabólica?

Cintura a partir de 80 cm em mulheres e 90 cm em homens, triglicérides a partir de 150 mg/dL, HDL abaixo de 50 mg/dL em mulheres e 40 mg/dL em homens, pressão a partir de 130/85 mmHg e glicemia de jejum a partir de 100 mg/dL. O diagnóstico exige pelo menos três deles.

Síndrome metabólica tem cura?

Ela pode ser revertida: muitas pessoas deixam de preencher os critérios com perda de peso, alimentação, atividade física e tratamento. Mas os fatores podem voltar se o peso e os hábitos voltarem. Por isso, o acompanhamento continua mesmo depois da melhora dos exames.

Qual o tratamento da síndrome metabólica?

A base é a perda de peso, com alimentação e atividade física, porque ela melhora todos os componentes ao mesmo tempo. Sono e estresse também entram no plano. Quando indicados, remédios tratam a pressão, o colesterol, a glicose e o próprio excesso de peso.

Síndrome metabólica tem sintomas?

Em geral, não. O sinal mais visível é o aumento da barriga. As outras alterações, como glicose, triglicérides e pressão, costumam ser descobertas em exames e consultas de rotina. Por isso, medir a cintura e fazer o check-up periódico são importantes.

Onde tratar síndrome metabólica em São Paulo?

A Dra. Isabela Bertoglio, médica com atendimento em nutrologia, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado.

Síndrome metabólica: o essencial

A síndrome metabólica reúne cintura aumentada, triglicérides altos, HDL baixo, pressão e glicose alteradas. Ela aumenta o risco de diabetes e doença cardiovascular, mas pode ser revertida. A perda de peso, com alimentação, atividade física e acompanhamento médico, é o tratamento que mais melhora todos os componentes ao mesmo tempo.

Referências

  1. Alberti KGMM et al. Harmonizing the metabolic syndrome: a joint interim statement. Circulation. 2009;120(16):1640-1645.
  2. Rached FH et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica. O diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.

Dra. Isabela Bertoglio

Escrito por

Dra. Isabela Bertoglio

Médica · Atendimento em Nutrologia

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835
Doutorado pela USP · Nutrologia Clínica – Hospital Israelita Albert Einstein

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