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Zinco: para que serve, sinais de falta, alimentos, quem tem mais risco e os perigos do excesso, com orientação em São Paulo

Por Dra. Isabela Bertoglio

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Quadro sobre o zinco: participa da imunidade, da cicatrização e do paladar, maior risco de falta com bariátrica, doenças do intestino e álcool, queda de cabelo sozinha não confirma a falta e o excesso pode baixar o cobre
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O zinco serve para centenas de reações do corpo: participa da imunidade, da cicatrização, da produção de proteínas e do DNA, do crescimento e do paladar. A falta pode afetar a pele, o cabelo, o paladar e a imunidade, e é mais comum depois da cirurgia bariátrica, em doenças do intestino e em quem consome muito álcool. O suplemento só ajuda quando há falta, e o excesso pode baixar o cobre e prejudicar a própria imunidade.

Neste post, você vai entender para que serve o zinco, os sinais de falta, quem tem mais risco, os alimentos mais ricos, como é feita a avaliação, quando suplementar, os riscos do excesso e como a nutróloga Dra. Isabela Bertoglio investiga a falta de zinco em São Paulo.

Zinco: para que serve no corpo

Segundo o Escritório de Suplementos Alimentares do NIH, o zinco participa de centenas de enzimas e tem papel em:

  • funcionamento do sistema imune;
  • cicatrização de feridas;
  • produção de proteínas e do DNA;
  • divisão e crescimento das células;
  • paladar e olfato;
  • crescimento na infância e na gestação.

Ser essencial não significa que tomar mais zinco do que o corpo precisa aumente esses benefícios. Quem tem zinco suficiente não ganha "imunidade extra" com o suplemento.

Sinais de falta de zinco

  • infecções frequentes;
  • feridas que demoram a cicatrizar;
  • queda de cabelo;
  • alterações da pele, como lesões ao redor da boca e das mãos;
  • perda ou alteração do paladar e do olfato;
  • falta de apetite;
  • diarreia.

Esses sinais são comuns a muitas outras condições. A queda de cabelo, por exemplo, tem dezenas de causas, e sozinha não permite concluir que falta zinco nem justifica suplemento. Veja queda de cabelo com as canetas e vitamina D, B12 e ferritina.

Quem tem mais risco de falta de zinco

  • quem fez cirurgia bariátrica. Veja acompanhamento depois da bariátrica;
  • pessoas com doenças do intestino, como doença de Crohn e doença celíaca;
  • quem consome muito álcool;
  • vegetarianos e veganos, pela menor absorção do zinco das plantas;
  • gestantes e mulheres amamentando;
  • pessoas com dietas muito restritivas ou que comem muito pouco, inclusive durante o uso de canetas emagrecedoras;
  • idosos com alimentação pobre.

O risco depende da quantidade ingerida, da absorção e do contexto. Ser vegetariano, por exemplo, não significa ter falta de zinco, desde que a alimentação seja bem planejada.

Alimentos ricos em zinco

Principais fontes de zinco na alimentação
Alimento O que saber
Ostras e frutos do mar Estão entre as fontes mais ricas de zinco
Carne vermelha e frango Fontes importantes, com boa absorção
Ovos e laticínios Contribuem para a quantidade diária
Feijões, lentilha e grão-de-bico Têm zinco, mas os fitatos reduzem a absorção. Deixar de molho e cozinhar bem ajuda
Castanhas, sementes de abóbora e grãos integrais Boas fontes vegetais, com a mesma ressalva sobre os fitatos

O zinco de origem animal é mais bem absorvido. Os fitatos, presentes em feijões, cereais integrais e sementes, reduzem a absorção do zinco das plantas, mas isso não torna a alimentação vegetal necessariamente deficiente.

Como é feita a avaliação

A dosagem de zinco no sangue pode ajudar, mas tem limitações: o resultado muda com o horário da coleta, as refeições, infecções e inflamações, e nem sempre reflete o zinco total do corpo. Por isso, não existe um "valor ideal" igual para todos, e o exame não é indicado de rotina para todo mundo.

A avaliação junta o exame, os sintomas, a alimentação, os remédios e as condições de risco. Veja exames para emagrecer.

Quando suplementar zinco

O suplemento faz sentido quando há falta comprovada ou risco alto de falta, como depois da bariátrica, em doenças do intestino ou em situações específicas avaliadas pelo médico. A forma, a quantidade e o tempo de uso são definidos para cada caso.

Muitos multivitamínicos já têm zinco. Somar um suplemento de zinco a um multivitamínico, sem orientação, pode levar ao excesso.

Riscos do excesso de zinco

O excesso de zinco por semanas ou meses pode:

  • baixar o cobre, porque os dois minerais competem pela absorção, o que pode causar anemia e alterações neurológicas. Veja a ficha do NIH sobre cobre;
  • prejudicar a imunidade, o contrário do que muita gente espera;
  • reduzir o HDL, o colesterol bom;
  • causar náusea, vômito e dor de estômago em doses altas.

Interações com remédios

O zinco pode reduzir a absorção de alguns antibióticos, como as quinolonas e as tetraciclinas, e da penicilamina. Quem usa esses remédios deve conversar com o médico ou farmacêutico sobre os horários.

Acompanhamento em São Paulo

A Dra. Isabela Bertoglio, nutróloga, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.

A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. Veja também vitamina B12 baixa e suplementos: o que funciona.

Perguntas frequentes

Para que serve o zinco?

O zinco participa de centenas de reações do corpo, como a imunidade, a cicatrização, a produção de proteínas e do DNA, o crescimento e o paladar. A maioria das pessoas consegue zinco suficiente com carnes, frutos do mar, ovos, laticínios, feijões, castanhas e grãos integrais.

Quais os sintomas de falta de zinco?

Infecções frequentes, feridas que demoram a cicatrizar, queda de cabelo, lesões na pele, alteração do paladar e do olfato, falta de apetite e diarreia. Esses sinais são comuns a muitas outras condições, e a confirmação depende de avaliação médica, com exames interpretados junto com o histórico.

Zinco aumenta a imunidade?

Em quem tem falta de zinco, corrigir a deficiência ajuda a imunidade a funcionar melhor. Em quem tem zinco suficiente, tomar mais não traz "imunidade extra", e o excesso pode até prejudicar a imunidade e baixar o cobre. O suplemento faz sentido quando há falta ou risco de falta.

Queda de cabelo é falta de zinco?

Pode ser, mas raramente é a única causa. A queda de cabelo tem dezenas de causas, como estresse, perda de peso rápida, falta de ferro, alterações da tireoide e causas hormonais. Por isso, a queda isolada não justifica suplementar zinco. A investigação vem antes.

Excesso de zinco faz mal?

Sim. O uso de zinco em excesso por semanas ou meses pode baixar o cobre, causar anemia, prejudicar a imunidade e reduzir o colesterol bom. Doses altas também causam náusea e dor de estômago. Somar suplemento de zinco a um multivitamínico sem orientação aumenta esse risco.

Onde investigar falta de zinco em São Paulo?

A nutróloga Dra. Isabela Bertoglio atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 18h. A consulta inclui avaliação médica, exames e plano individualizado.

Zinco: o essencial

O zinco é essencial para a imunidade, a cicatrização, o paladar e a produção de proteínas. A falta é mais comum depois da bariátrica, em doenças do intestino, com álcool e em dietas restritivas. O suplemento só ajuda quando há falta, e o excesso pode baixar o cobre e prejudicar a imunidade. A investigação vem antes da suplementação.

Referências

  1. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Zinc: fact sheet for health professionals.
  2. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Copper: fact sheet for health professionals.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica. A investigação e a indicação de suplementos dependem de avaliação individual.

Dra. Isabela Bertoglio

Escrito por

Dra. Isabela Bertoglio

Médica Nutróloga

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835
Doutorado pela USP · Nutrologia Clínica – Hospital Israelita Albert Einstein

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