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Adoçante faz mal? O que diz a OMS, se adoçante engorda, causa câncer ou diabetes, e quem pode usar, em São Paulo

Por Dra. Isabela Bertoglio

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Quadro sobre adoçantes: seguros dentro dos limites de consumo, não recomendados pela OMS para emagrecer, sem ligação comprovada com diabetes e câncer, e a melhor troca é bebida doce por água
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Adoçante não faz mal dentro dos limites de consumo definidos pelas agências de segurança, mas também não ajuda a emagrecer a longo prazo. Em 2023, a OMS recomendou não usar adoçantes como estratégia para controlar o peso ou reduzir o risco de doenças, porque os estudos não mostram benefício duradouro. Isso não é uma proibição, e trocar refrigerante comum por zero ainda reduz açúcar.

Neste post, você vai entender o que a OMS realmente recomendou, os tipos de adoçante, se adoçante engorda, se causa diabetes ou câncer, como fica quem já tem diabetes e como reduzir o gosto pelo doce, com a orientação da nutróloga Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo.

O que a OMS realmente recomendou

Em maio de 2023, a Organização Mundial da Saúde publicou uma diretriz que recomenda não usar adoçantes sem açúcar para controlar o peso ou reduzir o risco de doenças crônicas. Os motivos:

  • nos estudos curtos, trocar açúcar por adoçante levou a uma pequena perda de peso, que não se manteve a longo prazo;
  • estudos observacionais longos mostraram associação entre o uso prolongado e maior risco de diabetes tipo 2, doenças do coração e mortalidade.

Alguns pontos importantes, muitas vezes distorcidos nas notícias:

  • a recomendação é condicional, ou seja, baseada em evidência de baixa certeza;
  • ela não é uma proibição e não diz que os adoçantes são tóxicos;
  • ela não se aplica a quem já tem diabetes;
  • a própria OMS reconhece que as associações podem ser explicadas por outros fatores, como o fato de pessoas com mais peso ou risco de diabetes usarem mais adoçante.

Quais são os tipos de adoçante

Principais adoçantes vendidos no Brasil e suas características
Adoçante Origem O que saber
Aspartame Sintético Classificado pela IARC como "possivelmente cancerígeno" em 2023, mas o comitê de segurança da OMS manteve o limite de consumo diário. Não deve ser usado por quem tem fenilcetonúria.
Sucralose Derivada do açúcar Muito usada em produtos industrializados e adoçantes de mesa. Faz parte da recomendação da OMS sobre adoçantes.
Stevia Derivada de planta Ser de origem vegetal não significa ser mais eficaz para emagrecer. Também faz parte da recomendação da OMS.
Sacarina e ciclamato Sintéticos Usados há décadas, muitas vezes em misturas.
Acessulfame-K Sintético Comum em bebidas e produtos diet e zero.
Polióis (xilitol, eritritol, sorbitol) Álcoois de açúcar Não entram na recomendação da OMS. Em maior quantidade, podem causar gases, inchaço e diarreia.

Adoçante engorda?

O adoçante em si praticamente não tem calorias. Mas também não emagrece. Os estudos mostram que trocar açúcar por adoçante reduz um pouco o peso no curto prazo, mas o efeito não se mantém.

Uma explicação é que o adoçante mantém o paladar acostumado ao doce. Outra é o efeito compensação: "como o refrigerante é zero, posso comer a sobremesa". Para quem bebe muito refrigerante comum, trocar pelo zero ainda é melhor do que manter o açúcar. Melhor ainda é trocar por água. Veja vontade de comer doce à noite.

Adoçante causa diabetes?

Não há prova de que o adoçante cause diabetes. Os estudos que mostram essa ligação são observacionais: eles encontram associação, mas não conseguem separar o efeito do adoçante de outros fatores, como peso, alimentação e histórico familiar. Pessoas que já têm risco maior de diabetes tendem a usar mais adoçante.

Também não é verdade que todo adoçante aumenta a glicose ou a insulina, ou que sempre abre o apetite. Os efeitos variam conforme a substância, a quantidade e a pessoa, e os estudos são conflitantes. Quem tem pré-diabetes deve focar na qualidade da alimentação como um todo. Veja pré-diabetes e resistência à insulina.

Quem tem diabetes pode usar adoçante?

A recomendação da OMS não se aplica a quem já tem diabetes. Para essas pessoas, o adoçante pode ajudar a reduzir o açúcar da alimentação, dentro de um plano com orientação médica. Isso não significa que o uso deva ser livre ou que substitua o tratamento.

Adoçante causa câncer?

Em 2023, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classificou o aspartame como "possivelmente cancerígeno", o grupo 2B. Essa classificação indica que a evidência é limitada e trata do perigo em teoria, não do risco nas quantidades consumidas no dia a dia. O mesmo grupo inclui, por exemplo, o extrato de aloe vera.

Na mesma avaliação, o comitê de especialistas em aditivos da OMS e da FAO manteve o limite de consumo diário seguro do aspartame, que é alto e difícil de atingir com o consumo habitual. Essa avaliação vale para o aspartame e não pode ser estendida automaticamente aos outros adoçantes.

Stevia é melhor por ser natural?

Não necessariamente. Ser de origem vegetal não torna o adoçante mais eficaz para emagrecer, e a stevia também faz parte da recomendação da OMS. Muitos produtos vendidos como stevia têm misturas com outros adoçantes, como eritritol. A escolha entre um adoçante e outro importa menos do que a quantidade de doce na rotina.

Como reduzir o gosto pelo doce

  1. Reduza aos poucos o açúcar e o adoçante no café e no chá. O paladar se adapta em algumas semanas.
  2. Troque bebidas doces por água, água com gás e rodelas de fruta ou chá sem açúcar.
  3. Prefira a fruta inteira ao doce industrializado.
  4. Coma proteína e fibras nas refeições, para reduzir a vontade de doce depois. Veja alimentos ricos em fibras.
  5. Durma bem, porque o sono ruim aumenta a vontade de doce. Veja dormir mal engorda?
  6. Não proíba o doce: planeje quando e quanto, para evitar o ciclo de restrição e exagero.

Acompanhamento em São Paulo

A Dra. Isabela Bertoglio, nutróloga, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.

A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. Veja também reeducação alimentar.

Perguntas frequentes

A OMS proibiu os adoçantes?

Não. Em 2023, a OMS recomendou não usar adoçantes como estratégia para controlar o peso ou reduzir o risco de doenças crônicas, porque os estudos não mostram benefício duradouro. É uma recomendação condicional, não uma proibição, e não se aplica a quem já tem diabetes.

Adoçante emagrece?

Não a longo prazo. Trocar açúcar por adoçante reduz um pouco o peso no curto prazo, mas o efeito não se mantém. Para quem bebe muito refrigerante comum, a versão zero ainda reduz o açúcar, mas a melhor troca é por água. O emagrecimento depende do padrão alimentar como um todo.

Adoçante causa câncer?

Não há prova de que os adoçantes aprovados causem câncer nas quantidades habituais. Em 2023, o aspartame foi classificado como possivelmente cancerígeno, com evidência limitada, mas o comitê de segurança da OMS manteve o limite diário seguro. Essa avaliação vale só para o aspartame.

Qual o melhor adoçante?

Não existe um adoçante melhor para todos. Dentro dos limites de consumo, os adoçantes aprovados são considerados seguros. Ser natural, como a stevia, não torna o adoçante mais eficaz para emagrecer. Mais importante do que escolher o adoçante é reduzir a quantidade de doce na rotina.

Sucralose faz mal?

Dentro dos limites de consumo definidos pelas agências de segurança, a sucralose é considerada segura. Como os outros adoçantes, ela não é recomendada pela OMS como estratégia para emagrecer. Estudos sobre efeitos na glicose e na microbiota ainda são conflitantes e não permitem conclusões firmes.

Onde fazer acompanhamento com nutróloga em São Paulo?

A nutróloga Dra. Isabela Bertoglio atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 18h. A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado.

Adoçante faz mal: o essencial

Os adoçantes aprovados são considerados seguros dentro dos limites de consumo, mas não ajudam a emagrecer a longo prazo, e a OMS recomenda não usá-los com esse objetivo. A ligação com diabetes e câncer não está comprovada. O mais útil é reduzir aos poucos o gosto pelo doce, trocando bebidas doces por água.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Use of non-sugar sweeteners: WHO guideline. 2023.
  2. Organização Mundial da Saúde. Aspartame hazard and risk assessment results released. 2023.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica. O plano alimentar depende de avaliação individual.

Dra. Isabela Bertoglio

Escrito por

Dra. Isabela Bertoglio

Médica Nutróloga

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835
Doutorado pela USP · Nutrologia Clínica – Hospital Israelita Albert Einstein

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