· 8 min de leitura
Adoçante faz mal? O que diz a OMS, se adoçante engorda, causa câncer ou diabetes, e quem pode usar, em São Paulo
Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Neste artigo
Adoçante não faz mal dentro dos limites de consumo definidos pelas agências de segurança, mas também não ajuda a emagrecer a longo prazo. Em 2023, a OMS recomendou não usar adoçantes como estratégia para controlar o peso ou reduzir o risco de doenças, porque os estudos não mostram benefício duradouro. Isso não é uma proibição, e trocar refrigerante comum por zero ainda reduz açúcar.
Neste post, você vai entender o que a OMS realmente recomendou, os tipos de adoçante, se adoçante engorda, se causa diabetes ou câncer, como fica quem já tem diabetes e como reduzir o gosto pelo doce, com a orientação da nutróloga Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo.
O que a OMS realmente recomendou
Em maio de 2023, a Organização Mundial da Saúde publicou uma diretriz que recomenda não usar adoçantes sem açúcar para controlar o peso ou reduzir o risco de doenças crônicas. Os motivos:
- nos estudos curtos, trocar açúcar por adoçante levou a uma pequena perda de peso, que não se manteve a longo prazo;
- estudos observacionais longos mostraram associação entre o uso prolongado e maior risco de diabetes tipo 2, doenças do coração e mortalidade.
Alguns pontos importantes, muitas vezes distorcidos nas notícias:
- a recomendação é condicional, ou seja, baseada em evidência de baixa certeza;
- ela não é uma proibição e não diz que os adoçantes são tóxicos;
- ela não se aplica a quem já tem diabetes;
- a própria OMS reconhece que as associações podem ser explicadas por outros fatores, como o fato de pessoas com mais peso ou risco de diabetes usarem mais adoçante.
Quais são os tipos de adoçante
| Adoçante | Origem | O que saber |
|---|---|---|
| Aspartame | Sintético | Classificado pela IARC como "possivelmente cancerígeno" em 2023, mas o comitê de segurança da OMS manteve o limite de consumo diário. Não deve ser usado por quem tem fenilcetonúria. |
| Sucralose | Derivada do açúcar | Muito usada em produtos industrializados e adoçantes de mesa. Faz parte da recomendação da OMS sobre adoçantes. |
| Stevia | Derivada de planta | Ser de origem vegetal não significa ser mais eficaz para emagrecer. Também faz parte da recomendação da OMS. |
| Sacarina e ciclamato | Sintéticos | Usados há décadas, muitas vezes em misturas. |
| Acessulfame-K | Sintético | Comum em bebidas e produtos diet e zero. |
| Polióis (xilitol, eritritol, sorbitol) | Álcoois de açúcar | Não entram na recomendação da OMS. Em maior quantidade, podem causar gases, inchaço e diarreia. |
Adoçante engorda?
O adoçante em si praticamente não tem calorias. Mas também não emagrece. Os estudos mostram que trocar açúcar por adoçante reduz um pouco o peso no curto prazo, mas o efeito não se mantém.
Uma explicação é que o adoçante mantém o paladar acostumado ao doce. Outra é o efeito compensação: "como o refrigerante é zero, posso comer a sobremesa". Para quem bebe muito refrigerante comum, trocar pelo zero ainda é melhor do que manter o açúcar. Melhor ainda é trocar por água. Veja vontade de comer doce à noite.
Adoçante causa diabetes?
Não há prova de que o adoçante cause diabetes. Os estudos que mostram essa ligação são observacionais: eles encontram associação, mas não conseguem separar o efeito do adoçante de outros fatores, como peso, alimentação e histórico familiar. Pessoas que já têm risco maior de diabetes tendem a usar mais adoçante.
Também não é verdade que todo adoçante aumenta a glicose ou a insulina, ou que sempre abre o apetite. Os efeitos variam conforme a substância, a quantidade e a pessoa, e os estudos são conflitantes. Quem tem pré-diabetes deve focar na qualidade da alimentação como um todo. Veja pré-diabetes e resistência à insulina.
Quem tem diabetes pode usar adoçante?
A recomendação da OMS não se aplica a quem já tem diabetes. Para essas pessoas, o adoçante pode ajudar a reduzir o açúcar da alimentação, dentro de um plano com orientação médica. Isso não significa que o uso deva ser livre ou que substitua o tratamento.
Adoçante causa câncer?
Em 2023, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classificou o aspartame como "possivelmente cancerígeno", o grupo 2B. Essa classificação indica que a evidência é limitada e trata do perigo em teoria, não do risco nas quantidades consumidas no dia a dia. O mesmo grupo inclui, por exemplo, o extrato de aloe vera.
Na mesma avaliação, o comitê de especialistas em aditivos da OMS e da FAO manteve o limite de consumo diário seguro do aspartame, que é alto e difícil de atingir com o consumo habitual. Essa avaliação vale para o aspartame e não pode ser estendida automaticamente aos outros adoçantes.
Stevia é melhor por ser natural?
Não necessariamente. Ser de origem vegetal não torna o adoçante mais eficaz para emagrecer, e a stevia também faz parte da recomendação da OMS. Muitos produtos vendidos como stevia têm misturas com outros adoçantes, como eritritol. A escolha entre um adoçante e outro importa menos do que a quantidade de doce na rotina.
Como reduzir o gosto pelo doce
- Reduza aos poucos o açúcar e o adoçante no café e no chá. O paladar se adapta em algumas semanas.
- Troque bebidas doces por água, água com gás e rodelas de fruta ou chá sem açúcar.
- Prefira a fruta inteira ao doce industrializado.
- Coma proteína e fibras nas refeições, para reduzir a vontade de doce depois. Veja alimentos ricos em fibras.
- Durma bem, porque o sono ruim aumenta a vontade de doce. Veja dormir mal engorda?
- Não proíba o doce: planeje quando e quanto, para evitar o ciclo de restrição e exagero.
Acompanhamento em São Paulo
A Dra. Isabela Bertoglio, nutróloga, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.
A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde. Veja também reeducação alimentar.
Perguntas frequentes
A OMS proibiu os adoçantes?
Não. Em 2023, a OMS recomendou não usar adoçantes como estratégia para controlar o peso ou reduzir o risco de doenças crônicas, porque os estudos não mostram benefício duradouro. É uma recomendação condicional, não uma proibição, e não se aplica a quem já tem diabetes.
Adoçante emagrece?
Não a longo prazo. Trocar açúcar por adoçante reduz um pouco o peso no curto prazo, mas o efeito não se mantém. Para quem bebe muito refrigerante comum, a versão zero ainda reduz o açúcar, mas a melhor troca é por água. O emagrecimento depende do padrão alimentar como um todo.
Adoçante causa câncer?
Não há prova de que os adoçantes aprovados causem câncer nas quantidades habituais. Em 2023, o aspartame foi classificado como possivelmente cancerígeno, com evidência limitada, mas o comitê de segurança da OMS manteve o limite diário seguro. Essa avaliação vale só para o aspartame.
Qual o melhor adoçante?
Não existe um adoçante melhor para todos. Dentro dos limites de consumo, os adoçantes aprovados são considerados seguros. Ser natural, como a stevia, não torna o adoçante mais eficaz para emagrecer. Mais importante do que escolher o adoçante é reduzir a quantidade de doce na rotina.
Sucralose faz mal?
Dentro dos limites de consumo definidos pelas agências de segurança, a sucralose é considerada segura. Como os outros adoçantes, ela não é recomendada pela OMS como estratégia para emagrecer. Estudos sobre efeitos na glicose e na microbiota ainda são conflitantes e não permitem conclusões firmes.
Onde fazer acompanhamento com nutróloga em São Paulo?
A nutróloga Dra. Isabela Bertoglio atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 18h. A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado.
Adoçante faz mal: o essencial
Os adoçantes aprovados são considerados seguros dentro dos limites de consumo, mas não ajudam a emagrecer a longo prazo, e a OMS recomenda não usá-los com esse objetivo. A ligação com diabetes e câncer não está comprovada. O mais útil é reduzir aos poucos o gosto pelo doce, trocando bebidas doces por água.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Use of non-sugar sweeteners: WHO guideline. 2023.
- Organização Mundial da Saúde. Aspartame hazard and risk assessment results released. 2023.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica. O plano alimentar depende de avaliação individual.


