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IMC: como calcular, tabela de classificação e por que o índice de massa corporal sozinho não basta, com avaliação em São Paulo

Por Dra. Isabela Bertoglio

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Quadro com a classificação do IMC em adultos, de peso normal a obesidade, e o que o índice não mostra, como a diferença entre gordura e músculo
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O IMC, ou índice de massa corporal, é calculado dividindo o peso, em quilos, pela altura, em metros, ao quadrado. Em adultos, IMC entre 18,5 e 24,9 é considerado normal, de 25 a 29,9 é sobrepeso e a partir de 30 é obesidade. Ele é útil como triagem, mas não diferencia gordura de músculo nem mostra onde a gordura está.

Neste post, você vai ver como calcular o IMC passo a passo, a tabela de classificação, as limitações do índice, por que a cintura e a bioimpedância completam a avaliação e como a consulta de nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo, avalia o peso além do IMC.

Como calcular o IMC

  1. Anote o peso em quilos.
  2. Anote a altura em metros, por exemplo 1,65.
  3. Multiplique a altura por ela mesma: 1,65 × 1,65 = 2,72.
  4. Divida o peso pelo resultado: 80 ÷ 2,72 = 29,4.

Nesse exemplo, uma pessoa com 80 kg e 1,65 m tem IMC de 29,4, na faixa de sobrepeso.

Tabela de IMC para adultos

Classificação do IMC em adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde
Classificação IMC (kg/m²)
Baixo peso abaixo de 18,5
Peso normal 18,5 a 24,9
Sobrepeso 25 a 29,9
Obesidade grau 1 30 a 34,9
Obesidade grau 2 35 a 39,9
Obesidade grau 3 40 ou mais

A tabela vale para adultos. Em crianças e adolescentes, o IMC é avaliado em curvas de crescimento por idade e sexo, com o pediatra. Em idosos, alguns serviços usam faixas um pouco diferentes, porque o peso muito baixo traz mais risco nessa fase.

Limitações do IMC

Não diferencia gordura de músculo

Uma pessoa muito musculosa pode ter IMC de sobrepeso sem excesso de gordura. Já alguém com IMC normal pode ter pouco músculo e muita gordura, situação chamada de obesidade de peso normal. Veja sarcopenia.

Não mostra onde está a gordura

A gordura na barriga, principalmente a que fica em volta dos órgãos, tem mais relação com diabetes, pressão alta e doenças do coração do que a gordura nos quadris e nas coxas. Veja gordura visceral.

Varia entre etnias, idade e sexo

Pessoas de origem asiática, por exemplo, podem ter mais risco metabólico com IMC mais baixo. Com a idade, o corpo perde músculo e ganha gordura mesmo sem mudar de peso.

Não define sozinho a obesidade

Uma comissão internacional publicada no The Lancet Diabetes & Endocrinology recomendou que o diagnóstico de obesidade não se baseie só no IMC, e seja confirmado com a cintura ou outra medida de gordura corporal, além da avaliação de como o excesso de gordura afeta a saúde. Veja obesidade: tratamento.

O que avaliar além do IMC

Circunferência da cintura

É medida com fita métrica, na altura do meio entre a última costela e o osso do quadril, ao final de uma expiração normal. Valores a partir de 80 cm nas mulheres e 94 cm nos homens já indicam risco aumentado, e a partir de 88 cm e 102 cm, risco alto. Veja como perder gordura abdominal e síndrome metabólica.

Bioimpedância

Mostra quanto do peso é gordura, músculo e água, e permite acompanhar se a perda de peso está vindo da gordura. Veja bioimpedância.

Exames

Glicose, hemoglobina glicada, colesterol, triglicérides e enzimas do fígado mostram como o peso está afetando a saúde. Veja exames para emagrecer.

IMC e tratamento da obesidade

O IMC continua sendo usado como um dos critérios para indicar remédios para obesidade e cirurgia bariátrica, junto com as doenças associadas. Mas a decisão nunca depende só de um número: ela considera o histórico, a composição corporal, os exames e as preferências de cada pessoa. Veja canetas emagrecedoras e emagrecimento com acompanhamento médico.

Acompanhamento em São Paulo

A Dra. Isabela Bertoglio atende emagrecimento com acompanhamento médico e nutrologia na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.

A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde.

Perguntas frequentes

Como calcular o IMC?

Divida o peso, em quilos, pela altura, em metros, multiplicada por ela mesma. Por exemplo, uma pessoa com 80 kg e 1,65 m: 1,65 × 1,65 = 2,72, e 80 ÷ 2,72 = 29,4. Esse IMC fica na faixa de sobrepeso para adultos.

Qual o IMC normal?

Para adultos, o IMC entre 18,5 e 24,9 é considerado normal. Abaixo de 18,5 é baixo peso, de 25 a 29,9 é sobrepeso e a partir de 30 é obesidade. Em crianças, adolescentes e idosos, a avaliação usa critérios próprios.

IMC 30 é obesidade?

Pela classificação do IMC, sim: a partir de 30 é obesidade grau 1. Mas o diagnóstico deve ser confirmado com a medida da cintura ou da gordura corporal, porque pessoas muito musculosas podem ter IMC alto sem excesso de gordura. A avaliação médica completa a análise.

O IMC é confiável?

É útil como triagem, porque é simples e barato. Mas não diferencia gordura de músculo, não mostra onde está a gordura e varia com a idade, o sexo e a etnia. Por isso, a cintura, a bioimpedância e os exames completam a avaliação do peso.

Qual a diferença entre IMC e bioimpedância?

O IMC usa só peso e altura. A bioimpedância estima quanto do peso é gordura, músculo e água. Duas pessoas com o mesmo IMC podem ter composições corporais muito diferentes, e a bioimpedância ajuda a ver se a perda de peso está vindo da gordura.

Onde fazer avaliação de composição corporal em São Paulo?

A Dra. Isabela Bertoglio, médica com atendimento em nutrologia, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado.

IMC: o essencial

O IMC é o peso dividido pela altura ao quadrado. Em adultos, 18,5 a 24,9 é normal, 25 a 29,9 é sobrepeso e 30 ou mais é obesidade. Ele é um bom ponto de partida, mas não diferencia gordura de músculo. Cintura, bioimpedância e exames mostram melhor o risco e orientam o tratamento.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Obesity and overweight: fact sheet.
  2. Rubino F et al. Definition and diagnostic criteria of clinical obesity. Lancet Diabetes Endocrinol. 2025;13(3):221-262.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica. A avaliação do peso e o tratamento dependem de avaliação individual.

Dra. Isabela Bertoglio

Escrito por

Dra. Isabela Bertoglio

Médica · Atendimento em Nutrologia

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835
Doutorado pela USP · Nutrologia Clínica – Hospital Israelita Albert Einstein

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