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Efeito sanfona: por que o peso volta depois da dieta e como evitar o reganho, com acompanhamento em São Paulo

Por Dra. Isabela Bertoglio

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Mulher pensativa ao lado de uma balança e de uma fita métrica, com uma linha que sobe e desce representando o efeito sanfona
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O efeito sanfona é o ciclo de emagrecer e voltar a engordar, muitas vezes chegando a um peso maior que o inicial. Ele acontece porque, depois de emagrecer, o corpo aumenta a fome e passa a gastar menos energia para tentar recuperar o peso perdido. Não é falta de força de vontade. Evitar o reganho depende de preservar músculo, construir hábitos que se sustentem e tratar a manutenção como uma fase do tratamento.

Neste post, você vai entender por que o peso volta, o que os estudos mostram sobre os hormônios da fome e o metabolismo depois da dieta, se o efeito sanfona faz mal, como evitar o reganho de peso, inclusive depois das canetas, e como é o acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo.

O que é efeito sanfona

O nome vem do movimento de abrir e fechar da sanfona: o peso desce, sobe, desce de novo. Na linguagem médica, fala-se em ciclagem de peso ou reganho de peso. É extremamente comum: a maioria das pessoas que emagrece com dieta recupera parte importante do peso nos anos seguintes.

O efeito sanfona é uma das razões pelas quais a obesidade é tratada como uma doença crônica. Entenda essa visão no guia sobre obesidade e tratamento.

Por que o peso volta depois de emagrecer

Os hormônios da fome mudam

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine acompanhou pessoas que perderam peso com uma dieta de baixa caloria. Um ano depois, os hormônios ainda estavam alterados: a grelina, que estimula a fome, continuava mais alta, os hormônios da saciedade continuavam mais baixos e a fome relatada era maior do que antes da dieta. Ou seja: o corpo continua pedindo comida muito depois de a dieta acabar.

O metabolismo fica mais econômico

O corpo que emagreceu gasta menos energia, em parte porque está menor e em parte por uma adaptação extra, chamada adaptação metabólica. Um estudo com participantes de um reality show de emagrecimento, publicado na revista Obesity, mostrou que, seis anos depois, o gasto de energia em repouso ainda estava bem abaixo do esperado para o peso, e a maioria tinha recuperado boa parte do peso perdido. Foi um caso de perda extrema e rápida, mas ilustra bem o mecanismo.

Parte do peso perdido foi músculo

Dietas muito restritivas, sem proteína suficiente e sem treino de força, levam músculo junto com a gordura. Menos músculo significa menor gasto de energia e mais facilidade para recuperar o peso, geralmente em forma de gordura. Por isso a bioimpedância é útil: mostra o que foi perdido, e não só quanto.

A dieta não era sustentável

Dietas da moda, cardápios muito restritos e regras que proíbem grupos inteiros de alimentos funcionam por um tempo, mas raramente se mantêm. Quando a dieta acaba, os hábitos antigos voltam, e o peso também. Em algumas pessoas, a restrição alimenta um ciclo de compulsão alimentar.

O remédio foi interrompido sem plano

Os medicamentos para obesidade reduzem a fome enquanto estão agindo. Quando são suspensos de uma vez, a fome volta. Veja o que acontece no post sobre parar o Mounjaro.

Efeito sanfona faz mal?

Além da frustração, os ciclos repetidos de perda e ganho de peso costumam piorar a composição corporal: a cada ciclo, parte do músculo perdido não volta e o peso recuperado tende a ser mais gordura. Alguns estudos também associam a ciclagem de peso a oscilações de pressão, glicose e colesterol, embora o tema ainda seja debatido.

O efeito mais claro é psicológico: a sensação de fracasso faz muitas pessoas desistirem de tratar a obesidade, quando o problema estava no método, e não nelas. Se você já passou por vários ciclos, vale entender as causas de quem não consegue emagrecer antes de tentar de novo.

Como evitar o efeito sanfona

Na rotina do consultório, estas são as medidas que mais ajudam a manter o peso perdido:

  1. Perder peso em ritmo que dê para manter. Uma perda mais lenta e consistente costuma vir com hábitos mais duradouros.
  2. Proteger a massa muscular, com proteína em todas as refeições e treino de força de duas a três vezes por semana.
  3. Construir uma alimentação que funcione no longo prazo, sem proibições extremas. Veja como em reeducação alimentar.
  4. Manter atividade física regular, que é um dos fatores mais associados à manutenção do peso.
  5. Pesar-se com regularidade, para perceber o reganho cedo, quando ainda é fácil de corrigir.
  6. Cuidar do sono e do estresse, que aumentam a fome por conta própria.
  7. Tratar a relação com a comida, quando há fome emocional ou compulsão.
  8. Ter um plano de manutenção, com retornos médicos depois de atingir a meta, e não só durante a perda.

Esses hábitos aparecem com frequência entre pessoas que conseguem manter o peso por anos, como mostram os dados do Registro Nacional de Controle de Peso dos Estados Unidos, que acompanha milhares de pessoas que mantiveram perdas importantes.

Reganho de peso depois das canetas emagrecedoras

As canetas emagrecedoras mudaram o tratamento da obesidade, mas não acabaram com o risco de reganho. No estudo SURMOUNT-4, quem trocou a tirzepatida por placebo recuperou em média 14% do peso em cerca de um ano, enquanto quem continuou o tratamento seguiu perdendo.

Isso não significa que o remédio precisa ser para sempre. Significa que a retirada precisa ser planejada. Para essa fase, a Dra. Isabela Bertoglio conduz um protocolo de desmame individualizado, pensado para reduzir o risco de reganho, com acompanhamento da composição corporal e retornos mais próximos nos primeiros meses. Veja também o guia sobre canetas emagrecedoras.

Manutenção é uma fase do tratamento

No acompanhamento em nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, atingir a meta não encerra o tratamento: abre a fase de manutenção. Ela inclui:

  • retornos programados depois da meta, com bioimpedância InBody 380;
  • ajuste da alimentação para a nova fase, com mais flexibilidade e foco em saciedade;
  • plano de treino de força para preservar e ganhar músculo;
  • protocolo de desmame para quem usa medicamento;
  • atenção aos primeiros sinais de reganho, para corrigir cedo.

O caminho completo está no guia de emagrecimento com acompanhamento médico.

Tratamento do efeito sanfona em São Paulo

A Dra. Isabela Bertoglio atende emagrecimento com acompanhamento médico e nutrologia na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.

A consulta revisa o histórico de dietas e de reganho, inclui exames e bioimpedância InBody 380 e termina com um plano para perder gordura, preservar músculo e manter o resultado. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde.

Perguntas frequentes

O que é efeito sanfona?

Efeito sanfona é o ciclo de perder peso e voltar a ganhar, muitas vezes repetido várias vezes e, às vezes, terminando com um peso maior que o inicial. Ele acontece porque o corpo reage à perda de peso aumentando a fome e reduzindo o gasto de energia, e é mais comum depois de dietas muito restritivas.

Por que engordo de novo depois da dieta?

Depois de emagrecer, os hormônios da fome ficam alterados por pelo menos um ano, e o corpo passa a gastar menos energia. Se a dieta foi muito restritiva, levou músculo junto com a gordura ou não mudou os hábitos de forma sustentável, o peso tende a voltar. Não é falta de força de vontade: é a biologia do corpo.

Efeito sanfona faz mal?

Os ciclos repetidos de perda e ganho costumam piorar a composição corporal, porque parte do músculo perdido não volta e o peso recuperado tende a ser mais gordura. Alguns estudos associam a ciclagem de peso a oscilações de pressão e glicose. O efeito psicológico, com sensação de fracasso, também atrapalha novos tratamentos.

Como sair do efeito sanfona?

O caminho é trocar dietas restritivas por um plano que se sustente: alimentação com proteína e fibras, treino de força, sono adequado, tratamento da fome emocional e um plano de manutenção depois da meta. Para quem usa remédio, a retirada deve ser planejada. O acompanhamento médico ajuda a ajustar cada fase.

Quanto tempo o corpo leva para se acostumar ao novo peso?

Não há um prazo definido. Estudos mostram que as alterações nos hormônios da fome persistem por pelo menos um ano depois do emagrecimento, e a adaptação do metabolismo pode durar mais. Por isso a manutenção é tratada como uma fase longa, com acompanhamento, e não como o fim do tratamento.

Onde tratar efeito sanfona em São Paulo?

A Dra. Isabela Bertoglio, médica com atendimento em nutrologia, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. O acompanhamento inclui avaliação médica, bioimpedância InBody 380, plano de manutenção e protocolo de desmame. O agendamento é feito pelo WhatsApp.

Efeito sanfona: o essencial

O efeito sanfona acontece porque o corpo reage ao emagrecimento com mais fome e menor gasto de energia, e piora com dietas restritivas, perda de músculo e interrupção de remédios sem plano. Evitar o reganho depende de preservar músculo, construir hábitos sustentáveis e tratar a manutenção como uma fase do tratamento, com acompanhamento médico.

Referências

  1. Sumithran P et al. Long-term persistence of hormonal adaptations to weight loss. N Engl J Med. 2011;365:1597-1604.
  2. Fothergill E et al. Persistent metabolic adaptation 6 years after "The Biggest Loser" competition. Obesity. 2016;24(8):1612-1619.
  3. Wing RR, Phelan S. Long-term weight loss maintenance. Am J Clin Nutr. 2005;82(1 Suppl):222S-225S.
  4. Aronne LJ et al. Continued treatment with tirzepatide for maintenance of weight reduction in adults with obesity: the SURMOUNT-4 randomized clinical trial. JAMA. 2024;331(1):38-48.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica e não é recomendação de uso de qualquer medicamento. Não inicie, suspenda nem altere tratamentos sem orientação médica.

Dra. Isabela Bertoglio

Escrito por

Dra. Isabela Bertoglio

Médica · Atendimento em Nutrologia

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835
Doutorado pela USP · Nutrologia Clínica – Hospital Israelita Albert Einstein

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