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Dieta anti-inflamatória: o que é, alimentos anti-inflamatórios, o que evitar e para quem ajuda, com acompanhamento em São Paulo

Por Dra. Isabela Bertoglio

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835

Quadro sobre dieta anti-inflamatória: alimentos a priorizar, como verduras, peixes e azeite, e a reduzir, como ultraprocessados e açúcar, ao lado de um prato dividido
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A dieta anti-inflamatória é um padrão alimentar rico em verduras, legumes, frutas, grãos integrais, leguminosas, peixes, azeite e castanhas, e pobre em ultraprocessados, açúcar, carnes processadas e frituras. Ela se parece muito com a dieta mediterrânea, que tem boa evidência para o coração e o metabolismo. Pode ajudar a reduzir a inflamação de baixo grau ligada à obesidade e é uma boa base para quem tem doenças inflamatórias, mas não substitui o tratamento médico.

Neste post, você vai entender o que é inflamação crônica, o que é a dieta anti-inflamatória, os alimentos que ajudam e os que pioram, o que a ciência mostra, a relação com obesidade e com doenças reumatológicas, mitos comuns e como a consulta de nutrologia com a Dra. Isabela Bertoglio, em São Paulo, monta um plano alimentar com esse foco.

O que é inflamação crônica

A inflamação é uma defesa natural do corpo contra infecções e lesões. O problema é quando ela fica ligada o tempo todo, em baixa intensidade. Essa inflamação crônica de baixo grau está ligada a obesidade, resistência à insulina, diabetes, gordura no fígado, doença cardiovascular e piora de doenças inflamatórias, como algumas doenças reumatológicas.

O tecido gorduroso em excesso, principalmente a gordura visceral, produz substâncias inflamatórias. Por isso, a perda de peso é uma das formas mais eficazes de reduzir a inflamação.

O que é dieta anti-inflamatória

A dieta anti-inflamatória não é uma dieta com regras fixas, e sim um padrão alimentar que privilegia alimentos ligados a menos inflamação e reduz os ligados a mais inflamação. O modelo mais estudado é a dieta mediterrânea, que, no estudo PREDIMED, reduziu eventos cardiovasculares em pessoas de alto risco. Esse padrão também conversa com as orientações da Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025.

Alimentos anti-inflamatórios

  • Verduras e legumes variados e coloridos;
  • frutas inteiras, como frutas vermelhas, laranja e maçã;
  • grãos integrais, como aveia, arroz integral e quinoa;
  • leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico;
  • peixes ricos em ômega-3, como sardinha, salmão e atum;
  • azeite de oliva extravirgem;
  • castanhas, nozes e sementes, como chia e linhaça;
  • especiarias, como cúrcuma e gengibre, que podem complementar o padrão, mas têm efeito modesto sozinhas.

Alimentos que favorecem a inflamação

  • ultraprocessados, como salgadinhos, biscoitos recheados e refeições prontas;
  • açúcar, refrigerantes e sucos adoçados;
  • farinhas refinadas em excesso;
  • carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto e bacon;
  • frituras e gordura trans;
  • álcool em excesso.

Dieta anti-inflamatória ajuda a emagrecer?

Ela não é uma dieta para emagrecer por si só, mas costuma ajudar: privilegia alimentos com mais fibras e saciedade e reduz os mais calóricos e menos nutritivos. Quando combinada com um déficit calórico moderado, a perda de peso reduz ainda mais a inflamação, criando um ciclo positivo.

Dieta anti-inflamatória e doenças reumatológicas

Em doenças inflamatórias, como artrite reumatoide, artrose e outras doenças reumatológicas, a alimentação não substitui o tratamento indicado pelo reumatologista. Mas um padrão anti-inflamatório, junto com a perda de peso quando há excesso, pode ajudar no controle da dor, da função das articulações e do risco cardiovascular, que costuma ser maior nessas doenças.

O excesso de peso também sobrecarrega as articulações, principalmente joelhos e quadris. Perder peso alivia essa carga.

Mitos sobre a dieta anti-inflamatória

  • "Glúten é inflamatório para todos": não. Cortar glúten só é necessário para quem tem doença celíaca ou sensibilidade comprovada.
  • "Leite inflama": não para a maioria das pessoas. A restrição faz sentido em casos de intolerância ou alergia.
  • "Um alimento sozinho desinflama": não. O efeito vem do padrão alimentar como um todo.
  • "Suplementos anti-inflamatórios substituem a alimentação": não. Veja suplementos para emagrecer.

Como montar um prato anti-inflamatório

  • metade do prato com verduras e legumes;
  • uma porção de proteína, de preferência peixe, frango, ovos ou leguminosas;
  • uma porção de grão integral ou tubérculo;
  • azeite de oliva para temperar;
  • fruta inteira na sobremesa ou nos lanches;
  • água como bebida principal.

Veja também reeducação alimentar e colesterol alto: o que comer.

Como a nutrologia monta um plano anti-inflamatório

  1. Exames, como PCR, glicose, insulina, colesterol e fígado. Veja exames para emagrecer.
  2. Composição corporal com bioimpedância InBody 380 e gordura visceral.
  3. Plano alimentar anti-inflamatório adaptado à rotina e às preferências.
  4. Tratamento do peso, quando há excesso.
  5. Integração com o reumatologista, quando há doença inflamatória.

Acompanhamento em São Paulo

A Dra. Isabela Bertoglio atende emagrecimento com acompanhamento médico e nutrologia na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto da estação Paraíso do metrô e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. Veja como chegar ao consultório.

A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado. As consultas são particulares, com emissão de nota fiscal para pedido de reembolso ao plano de saúde.

Perguntas frequentes

O que é dieta anti-inflamatória?

É um padrão alimentar rico em verduras, legumes, frutas, grãos integrais, leguminosas, peixes, azeite e castanhas, e pobre em ultraprocessados, açúcar, carnes processadas e frituras. É muito parecida com a dieta mediterrânea e ajuda a reduzir a inflamação crônica de baixo grau.

Quais são os alimentos anti-inflamatórios?

Verduras e legumes variados, frutas inteiras, grãos integrais, leguminosas, peixes ricos em ômega-3, azeite de oliva extravirgem, castanhas, nozes, chia e linhaça. Especiarias como cúrcuma e gengibre podem complementar. O efeito vem do conjunto da alimentação, e não de um alimento isolado.

Quais alimentos causam inflamação?

Ultraprocessados, açúcar, refrigerantes, farinhas refinadas em excesso, carnes processadas, como salsicha e bacon, frituras, gordura trans e álcool em excesso estão ligados a mais inflamação. Reduzir esses alimentos é tão importante quanto incluir os anti-inflamatórios.

Dieta anti-inflamatória emagrece?

Ela não é uma dieta para emagrecer por si só, mas costuma ajudar, porque traz mais fibras e saciedade e menos alimentos calóricos e pouco nutritivos. Combinada com um déficit calórico moderado, a perda de peso reduz ainda mais a inflamação.

Precisa cortar glúten e leite na dieta anti-inflamatória?

Não, para a maioria das pessoas. Cortar glúten só é necessário em caso de doença celíaca ou sensibilidade comprovada, e cortar leite, em caso de intolerância ou alergia. Restrições sem indicação deixam a alimentação mais pobre e difícil de manter.

Onde fazer acompanhamento nutricional em São Paulo?

A Dra. Isabela Bertoglio, médica com atendimento em nutrologia, atende na Clínica Belvitá, na Rua Teixeira da Silva, 54, no Paraíso, perto do metrô Paraíso e da Avenida Paulista, com estacionamento conveniado com manobrista. A consulta inclui avaliação médica, exames, bioimpedância InBody 380 e plano individualizado.

Dieta anti-inflamatória: o essencial

A dieta anti-inflamatória é um padrão alimentar parecido com o mediterrâneo, com comida de verdade, peixes, azeite e fibras, e menos ultraprocessados e açúcar. Ela ajuda a reduzir a inflamação ligada à obesidade e é uma boa base para quem tem doenças inflamatórias, junto com a perda de peso e o tratamento médico.

Referências

  1. Estruch R et al. Primary prevention of cardiovascular disease with a Mediterranean diet supplemented with extra-virgin olive oil or nuts (PREDIMED). N Engl J Med. 2018;378:e34.
  2. Rached FH et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica ou nutricional. O plano alimentar e o tratamento de doenças inflamatórias dependem de avaliação individual.

Dra. Isabela Bertoglio

Escrito por

Dra. Isabela Bertoglio

Médica · Atendimento em Nutrologia

Nutróloga · CRM-SP 194436 · RQE 84645 · RQE 86835
Doutorado pela USP · Nutrologia Clínica – Hospital Israelita Albert Einstein

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